segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Segunda-feira 19 de Janeiro de 2009





Esta é daquelas mensagens que esteve mesmo quase para não acontecer.
Já é muito tarde. Acho que já não conta como 19 de Janeiro de 2009.
Hoje foi Segunda.
As segundas deviam ser proibidas.
Pois. Eu sou um gato gordo que come lasanha. Só que não se nota.

Trabalho.
Escritório.
Greve de professores.
Tudo bem! Já fui professora. A minha solidariedade.
Não precisava era de me ter levantado, e acordado as miúdas, às sete da manhã!

Compras com a minha mãe.
Agora "descobriu" que está "senil".
Já que assim é, tem de me contar tudo, tudo, antes que se esqueça!!!
Não.
Vocês não querem MESMO saber as "habilidades" do vosso pai!
Menos ainda o que é que ambos fazem com "elas" aos setenta anos.

Mais vale rir-me que "chorar-me".

O meu sobrinho é a pessoa mais parecida comigo que conheço.
O que é estranho, porque não temos nenhum "elo" genético.
Já afectivos, como agora se diz, temos todos.
Sendo o meu sobrinho como a sua tia, se lhe prometeram neve, e ela não veio:
Está mal!!
Façam lá o favor de cumprirem.


Ainda por cima ele é "lisboeta". Alfacinha mesmo. Sem "terra" na província.
Andaram a dizer-lhe que ia NEVAR em Lisboa.
O rapaz acreditou.
Moeu tanto, tanto, mas tanto, o "bichinho" do ouvido à mãe, que ela coitada, telefonou, desesperada:
"Olha lá, temos de ir à SERRA porque o TEU sobrinho (não sei se já repararam: quando são fofinhos e se portam bem, são sempre: "OS MEUS FILHOS" assim mesmo, com a boca cheia. Se são uns chatos de primeira, passam a ser: os "TEUS filhos". No caso, se a chatice ultrapassa tudo o que é suportável, é: "O TEU SOBRINHO") não se cala!!!"

Lá falei com o marido.
Combinei a "agenda" com a filha mais velha. Ia sair com os amigos na noite anterior.
No fim de tudo organizado, não é que bateu certo?
Encontrámo-nos há hora certa. No sítio indicado.
E fomos à neve.

Para as amigas do BRASIL:
Portugal é muito pequenino.
Bastam oito horas na vertical, e quatro na horizontal, para chegarem a qualquer parte.
Eu vivo no CENTRO. Por isso estou perto de quase todos os lugares.

Para não dizerem que nunca vos dou nada: tomem lá umas fotografias.

A "anedota" do dia foi o meu gorro.
É cor-de-rosa.
Tem orelhas.
Um laço.
Bigodes.

Escondi-o na mala. Só o enfiei quando chegámos lá acima.
O sobrinho ia rebolando de tanto rir!!
Já o cunhado, que devia estar habituado, ficou em "choque", sem saber o que fazer!
A "cara" foi impagável!!


Uma das amigas brasileiras deixou-me um recado e um desafio numa das mensagens abaixo.
Referia um caso que está a escandalizar o Brasil.
Pedia a minha opinião.
Vou dar-lha. Em privado. Só ainda não o fiz porque preciso de saber mais. Há figuras jurídicas, que são referidas na imprensa, que eu não sei o que são.
Ou melhor, como se "traduzem", se querem dizer o mesmo que os termos jurídicos usados em Portugal.

É um caso de abuso sexual.
Lembrei-me logo do "Casa Pia".

Pensei: será que devo falar disso?

Nos "telejornais" só dava OBAMA.
Ainda me ri com uma pergunta do Rodrigues de Carvalho ao Nuno Rogeiro: "Então e se houver um atentado na tomada de posse? isso é mau?"
Responde o Rogeiro:
"É mau, sobretudo para a América".

Ó pázinhos!!! será possível?
Tanta coisa interessante para dizer! E só vos sai disparate!!

Depois apareceu o Mário Crespo. Com o Sargento do caso Esmeralda.
Foi aí que decidi.

Hoje falo da "Casa Pia". Amanhã da "Esmeralda".
E do OBAMA. Claro!!!

Abuso Sexual.

Enquanto advogada eu tenho um dever:
O dever de defender o meu cliente da melhor forma possível com todos os meios possíveis, colocados à minha disposição, pela Lei.

Está tudo dito.
Defende-se os interesses do cliente.
Com os meios que dispomos.

O cliente: quem escolhe somos nós.
Os meios: são os que a LEI nos faculta.

Isto serve de introdução.

Eu faço "crime".
Já aconteceu pessoas que eu sabia serem culpadas terem sido absolvidas.
Até já (me) aconteceu, no decurso de um inquérito, onde fui chamada para assistir ao interrogatório de um detido, "descobrir" que ele é que me tinha ido lá a casa furtar umas "coisitas"!
O que fiz?
O meu dever.
Mandei-o calar. Não prestar depoimento. Saiu em liberdade. Não havia provas contra ele.

Quero que entendam que isto não é a preto e branco.
Se gostam de trapos ( eu sei que gostam!) sabem que há muitos tons de preto, de branco, e que entre os dois, há "montanhas" de cinzentos.
Cambiantes de muitas cores.

O limite está mesmo na nossa consciência.
Naquilo que estamos dispostos a "aceitar" defender.

Eu não defendo abusadores sexuais de qualquer tipo. Nem violadores.
Se a Ordem me nomeia Defensora.
Peço escusa.
Nenhuma mãe de lágrimas nos olhos, me convenceu a defender o seu menino, porque a "miúda era uma vadia", por exemplo.

Até porque acredito, convictamente, que cada um tem direito à melhor defesa possível.
E eu não iria ser/fazer a melhor defesa possível.

Porque para mim, enquanto pessoa, o pior de todos os crimes não é o homicídio.
Há explicações para os homicídios. Consegue entender-se.

Não há explicações para os crimes de abuso. Ou para um crime de violação.
Nunca me conseguiram explicar convenientemente.

É sempre tudo muito:

"Era uma vadia"

"Ia com todos"

"Estava mesmo a pedi-las"

"Andava na prostituição"

"Não resisti" (esta então, dá-me logo vontade de lhes dar com qualquer coisa pela cabeça abaixo!)

Estes são os piores dos crimes.
São movidos por egoísmo.
Pelos instintos mais baixos e porcos do ser humano.
São crimes cobardes.
Perpetuados por cobardes.
As vítimas são sempre mais fracas. Não se conseguem defender.
Ou porque são mulheres. Ou porque são crianças. Ou porque são colocadas numa posição de fragilidade.
Por vezes estão sob o efeito do álcool. Outras de drogas.
São crimes que me enojam.

São muito difíceis de provar.
As vítimas têm vergonha.
O que é ainda pior, ninguém acredita nelas!
Em Tribunal é um horror!
Parece sempre, pelo menos em todos os que já participei, (do lado das vitimas) que são elas as culpadas.

Continuo amanhã. Hoje já não sou capaz!
Prometo falar da "Casa Pia" e do resto!....

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Sexta-feira 16 de Janeiro de 2009






O marido voltou.
Graças aos Céus!!!

Ontem de madrugada.
Chegou pé, ante pé, deu-me beijinhos e miminhos.
O que eu precisava de miminhos!!

Depois ficámos os dois.
Enroladinhos.
Nas parvoíces do costume.

Apaixono-me pelo meu marido todos os anos.
Costuma ser nas férias de Verão.

Estes dois últimos anos têm sido muito difíceis para nós. Aconteceram muitas mudanças.

Por isso só me apaixonei já perto deste Natal.

Isto é complicado!

"Isto" é o meu casamento.
Já levo vinte e dois anos d' "isto"!!!

Eu sou aquela (não sei se têm alguma amiga assim no mundo "real", no mundo virtual sou eu!) que, quando dizem : "Vou-me casar".
Salta, canta e faz a festa.
Convites. Vestido. Flores. Igreja.
"Vais casar-te pela Igreja, não vais?"

Quando se "juntam" (pronto: vão viver em UNIÃO DE FACTO) é igual.
Até quando namoram a "sério" ou acham que é "desta vez".
Eu sou a "maluquinha" dos "ajuntamentos".

A que encoraja. Que diz que sim. Que afirma que tudo vai valer a pena.

Porque eu gosto de estar casada.

Não vos digo que tudo são "rosas". E que é tudo muito belo e os passarinhos cantam.
Não é.

O que digo é que gosto de estar casada.
Com o homem que amo.
Que me ama. (Pelo menos é o que diz)
Que tem as mesmas convicções quanto ao que é importante.

Um é de esquerda, o outro de direita.
Um gosta mais de carne, o outro de peixe.
Um gosta muito de comer, o outro nem por isso.
Um gosta de estar descansado, o outro tem de estar sempre a fazer alguma coisa.


Mas somos os dois do BENFICA.
EH!EH! EH! Posso não saber "quantos lados tem uma bola", mas temos o treinador E o director desportivo mais bonitos!
Que eu não tenho "escaminhas" nos olhos, não senhor! e se ficar "ceguinha" que seja só de um olho, que é para poder ver do outro!

Acreditamos ambos na família enquanto unidade.
Bebemos os dois café.
Gostamos de ler o jornal ao Domingo de manhã.
Somos faladores.
Cada um a "puxar a brasa à sua sardinha".
E muito "namoradeiros".

Nunca adormecemos zangados um com o outro.
Esta acho que é a mais importante.

Dormir com alguém quando o que apetece é gritar com essa pessoa não me parece muito saudável.
Cá por coisas, grito sempre tudo antes de ir dormir!

O meu marido é um romântico.
Não. Não tenham ilusões.
Não é flores todas as semanas.
E jantarinhos à luz de velas.
E não se esquecer das datas.
Não.

É romântico da forma que É.

Não me dá flores no dia dos namorados.
" Uma invenção americana".
No dia seguinte traz-me um alfinete, muito delicado, de filigrana em forma de flor, e diz:
"Esta, ao menos, não murcha".


Diz-me sempre.
Sempre.
Até hoje nunca falhou: "és a mulher mais bonita da festa".
Mesmo que não seja verdade.
Nos casamentos a versão é: "estás mais bonita que a noiva".
E NUNCA é verdade, porque, como toda a gente sabe, as noivas são AS MAIS BONITAS.

Trouxe-me uma caixa de chocolates.
Mas não foi uma qualquer.

Gosto muito da estética dos anos 50/60.
Há uma serie de televisão chamada MAD MEN, (Sim. Pirataria É crime. Estão avisadas.) que eu vejo só por causa dos vestidos.
Ele vê porque eu obrigo.

A caixa que me trouxe é de latão, na tampa tem um avião e uma hospedeira com um ar muito 60's.
Os chocolates estão embrulhados em imagens de mulheres de vestidos rodados e esvoaçantes.

"Trouxe-ta porque me fez lembrar do MAD MEN".
Disse-me ele.

Ao que parece também se apaixonou por mim.

Beijos
Bom fim-de-semana!


Hoje vesti:

Vestido PEPE JEANS;

Camisola por baixo do vestido EDC;

Sapatos MISS SIXTY;

Ia andar muito na rua. Na Conservatória e nas Finanças. Na minha cidade quase todos os passeios são de "calçada portuguesa"! Foi por isso que os calcei.

Casaco de agasalho NAF-NAF;
Gosto muito do branco no Inverno. Este casaquinho é muito macio, quentinho, e confortável.

O Cachecol é da minha filha mais pequena. É um bocado curto, mas eu precisava dele para "quebrar" o branco. Não tem marca.

Mala LACOSTE;




quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Quinta-feira 15 de Janeiro de 2009






Hoje estou "fardada".

Gostam? mais importante, confiam?

Têm de confiar.
Que ficarei ao vosso lado durante o divórcio.
Lutarei pela custódia dos vossos filhos.
Não cederei um milímetro na partilha dos vossos bens.
Não vos deixarei ir presas. (É ponto de honra).
Levarei tudo onde for preciso.
À Relação. Ao Supremo. Ao Tribunal Europeu. Ao Tribunal Internacional dos Direitos Humanos.

De preferência, impecavelmente vestida e de saltos altos!

A Audiência de hoje era fora da cidade.
Num sítio onde já tinha ido a passeio, mas nunca em trabalho.
Não sabia onde era o Tribunal, por isso fui cedo.
Almocei lá.
Depois fui à procura.
Era num antigo quartel da GNR.
Muito "pitoresco".

Estava marcado para a 1h 30m. Quando fui recebida pela Juiz no seu gabinete, não na Sala de Audiências, (Tenho de vos contar: a Juiz era uma menina muito bonita, de longos cabelos castanhos. No gabinete havia uma mesa de reuniões redonda, com cadeira azuis claras e velas em castiçais, com a forma de uma flor. Encantador! Inapropriado, mas encantador!) eram 3h 45m.
Só para verem como se espera....

Esperando e conversando, fui vendo.

Apareceu um rapazinho, não mais de dezoito, dezanove anos.
Não gosto quando estão presos e vêm a Julgamento.
Habitualmente não passam pelo meio do público, entram por portas laterais e ficam na Sala de Audiências até que comece a "lide".
Como aquele Tribunal era pitoresco entrou por um portão lateral, mas passou por nós.
Quando estão presos vêm nas carrinhas celulares acompanhados pelos guardas prisionais.
E trazem algemas.
Estas só são retiradas, por um dos guardas, já dentro da Sala.

O nosso Código diz expressamente: "na Sala de Audiências o preso, ou detido, deve estar livre na sua pessoa".
Têm de saborear bem.
Digam em voz alta: o preso ou detido deve estar livre na sua pessoa.
Só isto resume a nossa herança humanista. E faz o meu orgulho neste país.
As pessoas não são coisas.

Podem dizer-me:
"Se está preso alguma fez".
E deve ter feito.

Mas não é esse o ponto.

A dignidade de ser HOMEM (pertencente ao género humano) não lhe pode ser retirada.
Porque quando se apresenta a Julgamento, por outros Homens iguais a si, não é menor que eles.

Não gosto quando vejo que trazem algemas.

Vêm todos de cabeça baixa.
Procuram esconder as mãos.
"Cheiram" a prisão.

Não os ciganos, já vos digo!
Os ciganos e as ciganas que já vi de algemas nos pulsos, NÃO!
Talvez porque costuma estar toda a família ali para os ver.
Talvez porque não queiram dar "parte fraca".
Só sei que não.
Isto é da minha estatística privada. Pode haver outras estatísticas.

Da minha estatística privada, também faz parte a certeza de que os homens cometem mais crimes que as mulheres.
O único crime onde existe uma "equivalência" entre os géneros é o tráfico de droga.
Crimes violentos: mais homens.

Mas atenção, que as mulheres quando matam, queridas amigas, MATAM!!!!
Não é para brincar.
Nem é um impulso de momento.
Por isso é que é mais arrepiante.

Mas não era nada disto que vos queria contar.

O rapazinho lá passou. De algemas nos pulsos e ar cabisbaixo.
Estava lá a mãe. Só ela.
Era uma mulher sem idade. Gasta. Cabelo louro pintado. Maiores as raízes que as pontas.
Agarrado num "rabo de cavalo".
Cachecol de flores, tricotado.
Calças e casaco pretos.

Entrou para a Sala só depois dos guardas terem levado o filho.
Não lhe tocou.
Tudo isto tem regras. E são cumpridas.
Quando saíram, pediu para dar um beijo ao filho.
São regras.
Não nos podemos aproximar de um preso sem pedir autorização.
Mesmo nós Advogados, até por uma questão de cortesia, perguntamos sempre se podemos.
O filho ia de novo para a prisão. Dentro da carrinha celular. Conduzido pelos guardas.

Sabem o que fez?

Levantou a mão e disse:
"Deus vos abençoe".

Acreditem.

"Deus vos abençoe".

O que se faz quando um filho é preso?
Ou quando se droga?
Quando bebe?
Quando faz todas as escolhas que consideramos erradas.
Que lhe fazem mal.
Que, por vezes, até o matam.

Não o renegamos.
Estamos lá por ele.
Damos um beijo, mesmo se tivermos de pedir.

E no fim.

No fim abençoamos os guardas.


Hoje vesti:

Vestido e casaquinha LANIDOR;

Camisola gola alta branca NAF-NAF;

Sapatos sem marca;

Mala LOUIS VUITTON

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Quarta-feira 14 de Janeiro de 2009






XUTOS

Vá-se lá saber porquê lembrei-me de tatuagens.
Eu gosto de tatuagens.

Uma vez, estava no Tribunal, à conversa com uma colega mais nova.
Muito, muito bonita. Muito engraçada. Muito vistosa.
Desde que foi mãe, não tem aparecido cá pelo burgo, mas antes vinha muitas vezes.

Esperamos muuuiiiitoooo. Não vou falar do ESTADO DA JUSTIÇA.
Não estou para isso. Não me apetece.

Digamos só, que nós, os que andamos por aí a roçar as togas, esperamos muito.

Estávamos as duas, na Sala dos Advogados. Folheávamos uma revista.
Devo ter feito um comentário do mesmo tipo:"Gosto de tatuagens".
Olhou para mim espantadíssima, de olhos arregalados:
"Gosta? a sério?"

Não tenho ar de quem goste. Menos ainda se estou "de serviço".
Logo ali levantou a camisa e mostrou-me a que tinha nas costas.
Intrincada. Florida e colorida.
Igualinha a ela. Eu é que estava cega.
Deixámos de ser colegas.
Passámos a ser amigas.
Depois disso não me tratou mais por você.


Gosto de tatuagens.

Não podem ser de golfinhos. Nem de borboletinhas. Nem daquelas que os jogadores de futebol usam. Não gosto das que são moda.
Gosto de tatuagens que, SEJAM, as pessoas que as usam.
Ou que as pessoas as usem porque SÃO. Não porque (A)PARECEM.
Dessas é que gosto.

Das da Cris do "Hoje vou assim": Delicadeza num braço. Alegria no outro. Uma constelação de estrelas coloridas, nas costas.
Ou a daquela modelo, de quem não sei o nome, que tem float escrito no pescoço.
Da da Joss Stone que tem flores, lindas, num pé.
Coisas assim.

Nunca tive coragem para me tatuar. Acho que é preciso. Não por causa da dor. Mas porque fica para sempre.
Não sei (ainda) o que quero que fique no meu corpo para sempre.

Por enquanto, também não deixo a minha filha (mais velha) fazer tatuagens.
Ela quer. Pede.
Mas acho que ainda é muito nova.
Não se pode tatuar uma coisa e mudar de ideia no dia a seguir.
Não pode ser MODA.

Moda é o que passa. As tatuagens não passam. São para ficar. Não são para decorar o corpo. São para ser O CORPO.

É o que penso.
Devia tatuar X.

Porque:

Velhos NEM os trapos.

No espírito de XUTOS e de algo que não tendo nada que ver, tem tudo a ver:
SEX PISTOLS e Vivienne Westwood,

Hoje vesti:

Jeans pretos sem marca;

Camisola gola alta cinzenta ZARA;

Vestido PEPE JEANS;

Casaco ZARA;

Sapatos PEPE JEANS;

Mala GUESS;

As correntes são NAF-NAF

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Terça-feira 13 de Janeiro de 2009







Marido fora "dia Santo na loja"?
Almoçar com as amigas? Comprinhas? Não.
A mãe está doente. A sogra está viúva (ESTÁ e não É, subtil diferença!).
A empresa não pode ficar sem "dono".

Resultado: trabalho a quintuplicar!
Passei pelo escritório de manhãzinha, só para ver se havia faxes, trazer um processo porque o julgamento vai ser na Quinta.
Tinha de o trabalhar, e ia fazer isso na empresa.
Não pensem que é longe, não é.
É tudo ali pertinho.
Na mesma rua.
Lá também tenho um cantinho que me serve para o trabalho.
O meu dia até costuma dividir-se em dois: escritório/ empresa.


Não sei como, um dos "habituais" logo me viu. Subiu atrás de mim.
Duas horas de conversa. Só porque sim.
As pessoas precisam de conversar. Assim que apanham um "ouvido", trás, toca a despejar o "saquinho".
São os filhos. As dores. A idade. A solidão. Eu sei.
Não me zango.
O pior é que depois me fica aquilo a "zunir" todo o dia.
Sim, sou advogada, mas sou humana, também tenho coração!!
(Conheço as piadas todas.)
Não costumo é ser apanhada assim.
Só atendo os clientes com marcação. O resto do tempo é para trabalhar. Estudar. Redigir.
Que isto não é como vêm na televisão.
Uma ideia brilhante e ganham o processo.
Não.
Requer trabalho, estudo, atenção aos detalhes e CONCENTRAÇÃO.

Para além do mais, os XUTOS fazem (comemoram) 30 (TRINTA) anos.
Isto, só por si, é traumático!
É que para mim, os XUTOS são "rapazinhos", malta da minha idade, caramba!
Rebeldes, engajados, e rock and roll.
Será possível? Não podemos envelhecer desta maneira!
Não estarão enganados? TRINTA ANOS.
É muito ano, pá!

Assim, e para terminar:

"A vida vai torta"

Mas

"Vamos remar até não haver mar"!

Espero que a memória não me tenha falhado e as citações estejam correctas.

Hoje vesti:

Vestido H&M;

Camisola preta gola alta sem marca;

Casaco comprido malha LANIDOR;

Sapatos MUXART;

Ainda tentei umas botas. Mas resultou mal. Apesar de estar de chuva preferi os sapatos. Não ia andar na rua. Acho que escolhi bem.

Mala GUESS;

Gabardina LANIDOR;

Estão a ver o que eu aí dizia aí em baixo?
Aqui está a maneira como um visual, direi "vestível", nem muito bom, nem muito mau. Mais para o assim-assim. Fica completamente "arruinado" porque o que sobra, aos olhos dos outros, é a GABARDINA e

O cachecol BENETTON;



Saudações X (isto são os meus braços cruzados. Vocês sabem, à XUTOS!)

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Segunda-feira 12 de Janeiro de 2009





Lição de Geografia:
" A Lapónia"

A Lapónia é um pequeno país rectangular situado na margem mais ocidental da Europa.
É conhecido pelas belas praias, temperaturas amenas, e, pela afabilidade extrema dos seus habitantes.
O habitante mais famoso da Lapónia é o PAI NATAL.
A Capital: Lisboa.
O vermelho é a cor nacional. Singela e sentida homenagem ao nariz do segundo habitante mais famoso da Lapónia: a RENA RUDOLFO.

Hoje é dia Nacional da Lapónia. Foi por isso que me vesti da forma como estão a ver.

De vermelho vivo.
Que até não é a minha cor.
Foi só para "chatear" o frio.
Afinal neva ou não neva?
Arre!! que já não se aguenta!

O meu dia:

Escritório:
Espremi tanto os miolos, queimei tanto a "pestaninha", q'até me saltou a veia poética!
Tenho umas veias, uma de cada lado da cabeça , são as minhas "veias poéticas".
Quando me "saltam" o melhor é parar.


Reunião na escola da filha mais nova:
Diz que é Faladora!
Senhora Professora, não lhe invejo a sorte!
Um "BANDO" de garotos de doze, treze, e catorze anos, fechados numa sala, é dose tripla!!!
Mas, não se pode esperar de uma galinha que não cacareje.
Não a deixe pôr ovos, é o meu conselho!

A "vidinha":
O marido voa esta madrugada para a "Doitchanlândia".
Treinei-o mal.
Sou sempre eu que lhe faço as malas.
Já me tem telefonada, sei lá de onde, a perguntar pela pasta de dentes!
Porquê?
Porque o deixei "pôr ovos"!!!

Foi uma Segunda-feira DAQUELAS.

Um dia depois do outro.
Amanhã já é Terça.


Hoje vesti:

Vestido LANIDOR;

Camisola gola alta LANIDOR;

Casaco de agasalho LANIDOR;

As sabrinas/ bailarinas "Dorothy you're not in Kansas any more", enfim...
Suponho que depende da forma como o sol incide, e, também da vossa disposição.

Quando as comprei, a minha filha mais velha estava comigo:

"Compra mãe, compra!! são tão giras! completamente a tua cara!!"

"Filha: são brilhantes, de cetim e VERMELHAS! é mais que certo que não são a minha cara!"

Nessa altura elas, as sabrinas, começaram a "desenvolver " uns bracinhos, uns olhinhos, e uma vozinha (aqui uma pausa: CUIDADO COM OS SAPATOS! são traiçoeiros! assim que lhes virem os olhinhos....Fujam!!) a dizer "leva-me, leva-me, ó para nós tão bonitas, acetinadas, brilhantes, e vermelhas! se NUNCA te atreveres a calçar-nos, não faz mal, olhas para nós, e ficas feliz."

Queria tanto ser a Doroteia, bater com os calcanhares e ter um cão chamado TOTO!
Lá as comprei, e hoje, por ser dia Nacional, usei-as.
São da LANIDOR

Podem dizer:

"CREDO MULHER!! mas que idade tens tu? oito?"

Ou irem pela versão mais simpática:

"Realmente são tão giras! Ficas mesmo Doroteia!"

As duas são verdadeiras!!!

Mala MANGO (já conhecem).

Bons sonhos!
Batam com os calcanhares!
E
Cuidado onde deixam pôr os ovos!

domingo, 11 de janeiro de 2009

Domingo 11 de Janeiro de 2009

A ministra da Defesa espanhola, leio num jornal, deixou a imprensa em "alvoroço", depois de se ter apresentado no Palácio da Zarzuela com um Smoking de corte masculino.
Ao que parece, segundo o protocolo, as mulheres "convidadas", atente-se, devem usar vestidos compridos.
Carme Chacón respondeu que não era "uma convidada" e sim uma "protagonista".
Abençoada boquinha!
Sabem o que quer dizer "alvoroço"? É "espanholês" para: "como é que esta mulherzinha se atreveu?"
Lembro-me quando o Zapatero a nomeou. O que se escreveu. As piadinhas. As discussões que tive.
Eu cá gosto de discutir.
O " contraditório" é exercido e incentivado, entusiasticamente. Com a família, com os amigos, com os conhecidos, e até aqui, convosco.
Com prazer.
Gosto que me "dêem a volta".

Aceito coisas como:
"Isso é parvoíce".

"É estúpido".

"Nem parece teu".

"Não tem pés nem cabeça".

"Que bela ideia de m..da!!".
Esta é mesmo o limite. Tem de ter "bela", "ideia" e "m..da" na mesma frase para poder ser aceitável.
Tudo o que vier depois disto, já não é discutir.
É insultar.
E, isso, não admito.

Et pour cause...

Ouvi...e respondi:
(versão curta e condensada)

" Como é que o gajo pode ter nomeado uma mulher para a pasta da Defesa? É uma pasta importante."
Claro, mulheres só podem ser nomeadas para a Educação, para a Cultura, ou para a Saúde. Não há um Ministério dos Assuntos Femininos? Ou...da Economia Doméstica, não?

"É pura demagogia!"
Pois é.

"Nem parece teu...não és tu que és contra as quotas?"
Sou.

"Ainda por cima grávida! estamos em guerra! o que é que ela vai fazer?"
(Esta era em relação às tropas espanholas no Iraque)
O mesmo que os outros.

"E a LICENÇA DE MATERNIDADE? Não tinhas pensado nesta..."
Não goza.

"AHA! linda mãe, sim senhor!!!"
Essa é só parva.

"Achas mesmo que, se for necessário, ela declara guerra? lembras-te da Argentina e das Maldivas? e de Gribraltar? e se acontecer outra vez, hein? grávida, a declarar guerra? Não tem TOMATES!"
Pois não tem, Ó IDIOTA, por isso é que está grávida!
NÃO PRECISA DE TOMATES PARA DECLARAR GUERRA. PRECISA DE TOMATES PARA NÃO DECLARAR GUERRA.

Pronto. A partir daqui era sempre a descer. Por isso acabou. Fui tomar café.

E como foi, estranhamente belo, vê-la passar a revista às tropas com aquele "barrigão".
O símbolo maior da paz.

E a sua primeira Ordem? Ouviram?

"Capitão mãos firmes, digam comigo: Viva a Espanha! Viva O Rei!"

Caraças pá! até me arrepiei!!!

Recusou-se a vestir um vestido comprido. Recusou-se a ser a "bonequinha" que enfeitaria tão bem as fotos oficiais. Às que são "decoração" deixou o papel de "comporem a sala".
Estava linda.
Perfeita.
Não ridícula a querer ser (parecer) um homem.
Feminina.
Mas igual entre iguais.

Assim mesmo, mulher!!!

Esta "irmã" ibérica está contigo!

Salud!

O que me faz dizer um smoking bem cortado!!!!