quinta-feira, 4 de junho de 2009

Quarta-feira 3 de Junho de 2009 e Quinta-feira 4 de Junho de 2009


























Gostei muito de vos ouvir, sim senhor!
Não me digam mais nada, que me dói os ouvidos.

EH!EH!EH!
Estou a brincar.

Descontrair aqui convosco.

Vida de Advogada é triste.
Trabalhamos com tudo o que de pior existe no ser humano.

Com as partes que mais mal cheiram.

Traições.
Mortes.
"Morridas e Matadas"
.

Pessoas degradadas.

A falsidade.

A falsa Esperança.
A falsa Alegria.
A falsa Mudança.
A falsa Vida.

Costumo dizer.

Meio a brincar.
Muito a sério.
Que ganha processos quem "mente" melhor.

A verdade é como as cebolas.
Tem muitas camadas.
E
Faz chorar.

Esta semana.
Tenho tido julgamentos TODOS os SANTOS dias.

Estou também a "lidar" com um problema.
Pessoal e intransmissível.
Que põe em causa a minha dignidade.
Profissional.
E
Pessoal.

Como é a primeira vez que me acontece.
Tem sido difícil de "digerir".

Porque sou.
Efectivamente.
Séria.
Intrinsecamente.
Honesta.

Nunca pus em causa o meu amor pelo Direito.

Já pela profissão de ADVOGADA.

Sim.

Várias vezes.

É por isso que faço outras coisas.

Em primeiro lugar:

Porque se existem meses que se ganha (muito) bem.
Meses há.
Que não se ganha NADA.

Não se tem direito a férias.
Subsídio de Natal.
Subsídio de desemprego.
Subsídio por doença.

Ainda outro dia.

Uma Colega.
Mais velha.
Na idade.
E
Na profissão.

Foi operada.
Teve de ficar em casa.
De "baixa".

Pagamos a Segurança Social.
Como toda a gente.

Resposta da Segurança Social ao pedido dela:
"Temos pena".
"Não".

Teve de ir trabalhar.
Senão não comia.
Ela e os filhos.

Ontem ou anteontem.
Saiu.
Finalmente.
Uma portaria.
Que permite.
Adiar Julgamentos.
Com base.
Na maternidade.

Não se riam.

Outra Colega.

Esta.
Amiga.

Tinha uma Audiência marcada.
Telefonou para o Tribunal.
Estava no Hospital.
Para parir.
Queria adiar a audiência.

Não.
Respondeu o Juiz.
Homem.

Em segundo lugar:

Realmente.
É chato.

Muito.

As pessoas.
Os assuntos.

Tudo.

Mesmo assim.
Até aqui.
Até hoje.

Sempre me senti.
Compensada.

Tenho pensado muito.
Questionado.

Valerá a pena?

O meu "edifício perfeito".
A "minha construção mais bela".
O meu "precioso Direito".

Valerá a pena?

O crime de Difamação e o de Injúrias sempre me pareceram "bagatelas" penais.
Graças.
Diversões.

Nunca percebemos.
Até que nos toque.
Na pele.

Falando de coisas mais alegres.

Na Quarta-feira, inspirada pela Cris que usou o seu Top de "formatura".
Vermelho.
E
"Rendoso".

Usei esta roupa.
Que não é da minha "formatura".

Levei-a.
Um dia.
Há muitos anos.
A um casamento.

NUNCA mais a tinha vestido.

EU OIÇO o que vocês dizem:

"Pois, mulher.
REALMENTE.
Não se perdia NADA".


IH!HI!HI!

Saia LANIDOR;

Camisa LANIDOR;

Top DIM;

Sapatos ZARA;

Mala MANGO;

Cinto EDC;

Hoje (Quinta-feira) vesti:
Fui de marinheira.
Preciso de uma "âncora".
Pensei num alfinete ou num fio.
Não tenho nenhum.
Tenho de procurar.

Calções e casaco LANIDOR;

Top ZARA;

Sapatos ZARA;

Colar PARFOIS;

Mala ZARA;

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Segunda-feira 1 de Junho de 2009 e Terça-feira 2 de Junho de 2009























É dia da criança.
Tive um Julgamento.
Era um homem parecido com uma criança.

Diz que o pai não gostava dele.

Ó senhores, o que eu aturo!!

As minhas filhas querem "prendas".
Hoje são crianças.
Amanhã já não são.

Costumo dar-lhes gomas e chupa-chupas.
Ainda vou ter de passar pela loja.

Não tenho comida para o gato.
Não tenho iogurtes.
Não tenho nada para o jantar.

Tenho de passar pelo supermercado.

Nota-se que estou "cansadita"?
Muito.
Mais que muito.

O fim-de-semana?
Ó mulheres mas que fim-de-semana?

E pronto!
Já estou na Terça-feira.
Porque não consegui escrever MAIS nada.

Hoje também tive um Julgamento.

O arguido não apareceu.
Não o conheço.

É sempre bom.

Sabem como me sinto?
A "fazer figura".

Não estou LÁ a fazer nada.

Não consigo contraditar as testemunhas de acusação.
Não tenho nenhuma prova.
Não tenho arguido.

O que faço?

Peço JUSTIÇA.

Não sabem?
Eu conto:

Os Advogados.
Os Procuradores também.

Quando o "caso" não "merece" Alegações.

Pedem.
JUSTIÇA.

Diz o Juiz.

"Srª Doutora tem V. Exa palavra para alegações"

Dizemos nós, erguendo-nos ligeiramente, fazendo uma pequena vénia na direcção do Meretíssimo:

"Justiça, Excelência."

FIM.

Giro?
Nã.

Até é muito frustrante.
Então para mim.
Que tenho sempre alguma coisa para dizer.

Embora "Pedir Justiça" seja verdadeiramente poético.
Assim vamos...
Ontem vesti:

Vestido ZARA;
Não é preto.
É de um "roxo" profundo.
Gosto dele por causa dos muitos "cortes".
E da "gola".

Sapatos ZARA;
Lembram-se duns PRADA de há duas ou três estações?
São a cópia.

Confortáveis.
Embora não pareça.

Mala sem marca.

Hoje Vesti:

Fui de Mademoiselle Chanel.

Vestido LANIDOR;
Vintage.

Casaquinho MANGO;

Sapatos LUZIA MIRNAR;

Vintage
e a ficarem estragados.
CHUIF.CHUIF.
Isto é chorar.

As pérolas são verdadeiras.
Podem verificar pelos laços que as enfeitam.
EH!EH!EH!


Mala ZARA;

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Quinta-feira 28 de Maio de 2009 e Sexta-feira dia 29 de Maio de 2009
























Na quinta vim de pin-up.
Diverti-me "milhões" a tirar as fotos.
No escritório.

Depois não tive tempo para mais nada.
Ele foi telefonemas.
Reuniões.
Consultas.

Só chatices.

Comecei o dia muito bem disposta.

Acabei com uma "mona" de todo o tamanho.

Na televisão só se falava do caso "Alexandra".
Tinha de vos dizer qualquer coisa sobre isso.

Mas precisava de ler o acórdão.

Pelo menos para saber do que se fala.
Não é?

A comunicação social.
Por vezes.
Não "destrinça".

E.
Claro!

Crianças.
O nosso coração fica logo aos saltos.

O meu.
Pelo menos.

Vamos lá então:

Trata-se de uma menina.
Nascida em Portugal.

1º - Nem todos os nascidos em Portugal são portugueses.
O critério prevalecente é o ius sanguini.

Significa "direito de sangue".
Por oposição aos ius soli :
O "direito de solo".

São os dois utilizados para "definir" nacionalidade.

Há países que optam por um.
Outros por outro.

O nosso (em Portugal e fora dele, se se tratarem de cidadãos portugueses) é o Ius Sanguini.
Faz todo o sentido.
Somos um país de emigrantes.
Como poderíamos "passar" a nossa nacionalidade?

É verdade que o Governo Sócrates procurou mudar isso.

Mais para conceder a cidadania aos chamados "imigrantes de terceira e quarta geração".

Todas sabem o que são:
Pessoas filhas de "estrangeiros" que já vivem há GERAÇÕES no país.

A menina: se é filha de progenitores russos.
É russa.

É a lógica.
Até porque.
O critério na Rússia (também) deverá ser, não sei, estou só a pensar alto, o ius sanguini.

Agora que já tenho aqui o Acórdão:
Essa foi uma das razões invocadas no recurso.

Para ajudar a confusão a miúda é filha de mãe russa e pai ucraniano.
O pai decidiu "abdicar" da nacionalidade da filha (ucraniana) e deixar que ela fosse russa.
Já no âmbito deste processo.
Segundo diz o acórdão.

2º - A criança foi confiada a uma "família de acolhimento" aos 17 meses.

A Segurança Social entendeu que a mãe não estava "apta" a cuidar dela.

Vou lendo o acórdão:
O pai tinha o vício do jogo.
Não cumpria com nenhuma das suas responsabilidades parentais.
Quando a bebé tinha 15 meses "bazou".

Nenhum dos dois,
progenitor pai,
progenitor mãe,
"cuidou" que a criança tivesse nacionalidade portuguesa.
Podiam tê-lo feito.

FAMÍLIA DE ACOLHIMENTO

Não gosto quando as crianças são institucionalizadas.
Não há "colo" que chegue para todas.

Também não gosto de "famílias de acolhimento".

"Família de acolhimento" são "amas" a quem a Segurança Social paga para cuidar das crianças.
Não é uma adopção.

Os laços com a família biológica mantêm-se.

É formada por pessoas idóneas, por vezes até, familiares da criança:
Tios.
Padrinhos.
Avós.
Irmãos.

Não são pais.
depende do bom senso de cada um.
Deve a criança chamar "pai" e "mãe"?

Penso que não.
Têm dois "pais" e duas "mães"?

Se a família biológica.
E só se a família biológica,
não se "recompuser" é que estas famílias podem,
sublinho, PODEM,
candidatar-se
à adopção.

Nada disto é automático.

Tudo tem de se requerer.
E "correr" termos.

Lido o Acórdão.

Tudo correu mal.

A menina foi primeiramente "confiada" pela mãe a outro casal.
Ela russa.
Ele brasileiro.
Foi este que procurou a "ama" e lhe "entregou" a criança.

Depois.
A "ama" dirigiu-se à Segurança Social.

E existiu o processo de "Promoção e Protecção da menor".
Este que agora se discute.

Nunca ninguém se entendeu.

TODOS os relatórios da Segurança Social são favoráveis à mãe biológica.

Diz-se que a "mãe de acolhimento" - insidiosamente e reiteradamente foi imputando a prática de prostituição à mãe biológica".

Vou citar o Acórdão:
"Como se colhe do relatório do exame psiquiátrico a que foi submetida a progenitora não apresenta sinais ou sintomas de alcoolismo"
"Dos autos resulta ainda que existe um relacionamento afectivo mais vincado com a ama enquanto com o Sr. J (o marido) parece-nos existir mais distanciamento afectivo quer da menor para com este, quer deste para com a menor o que legiima a convicção de que a maternidade serôdia que através da confiança a SrªF (ama) quis concretizar é apenas um desígnio pessoal"

"O esclarecimento sobre as circunstâncias de tempo e modo que rodearam a entrga da menor à ama não se mostra feito, pois a própria ama fez juntar aos autos uma declaração datada de 20/01/2005 a autorizar que a sua filha fique debaixo da guarda de Maria F. R.V. Ou seja, dez meses antes da menor lhe ter sido entregue pelo amigo brasileiro, já a ama estava munida da declaração referida, passada em português fluente pela própria progenitora, ela que dois anos e meio depois declarou à Srª juiza na audiência documentada (...) que tinha dificuldade em entender a língua portuguesa, obrigando à nomeação de intérprete nos termos legais".

And so on.
Ando so on.

Ou seja.
Se me permitem.
E quem "está de fora não racha lenha".
Todos tinham uma "agenda" própria.

Inocentes?
Só a criança.

Até porque esta (a Alexandra) era "muito perfeitinha".
Diz a ama.
Bebé "nestlé".
Filha sonhada.

O juiz decidiu mal?
Aparentemente sim.

Podia ter decidido de outra forma?

A meu ver.
Com aquilo que tinha à frente.
Não.

A Relação é um tribunal de recurso.
A prova não é "imediata".

Não se vêm as pessoas.
O homem nunca viu a mãe.
A ama.
Nunca ouviu a criança.

Está mal?
Está.

Claro que está.

Se calhar vocês pensam que quando se recorre o caso é "julgado" outra vez.
Que existe uma Audiência.
Se ouvem as pessoas.
Os Advogados.

Não.
Recursos são papeis.
E
Gravações.
Áudio.
Nem sequer vídeo.

O que é terrível?
É irreversível.

A Rússia não é "assinante" da Convenção de Haia.
Não permite que Tribunais internacionais "interfiram".
As crianças Russas só podem ser adoptadas fora da Rússia se não existirem casais russos para a adopção.

Agora vou ser "advogado do diabo".

Então e se fosse uma mãe portuguesa?
Num país estrangeiro.
O que pensaríamos?

Vá batam-me.
Fico à espera.

Quanto às fotos.
Eu disse que me diverti.

PIN-UP - Quinta-feira

Vestido MANGO;

Cinto ZARA;

Sapatos ZARA;

Casaquinho MANGO;

Mala não sei a marca.

SCHOOL GIRL- Sexta-feira

Vestido PEPE JEANS;

Sabrinas ZARA;

Mala LANIDOR;