quinta-feira, 19 de março de 2009

Quinta-feira 19 de Março









Feliz dia do pai!

Para os vossos pais.
Para os vossos maridos.
Para os homens em geral.

FELIZ DIA!

Telefono sempre ao meu.
Só para ele.

Não falo com a mãe.

Ele pergunta sempre:

"Queres falar com a mãe?"

Eu digo:

"Não pai. É só mesmo para ti."

O meu pai.
Sofreu um AVC quando era muito novo.

Ficou com sequelas permanentes.

Este pai.
Não é o MEU pai.

O meu PAI.
O que me ensinou a dançar com os pés em cima dos dele.
Me construiu um armário para a louça das bonecas.
Uma caminha para o "João".
E
Até
Um quarto.

Só para ter os meus brinquedos.

Uma "casinha de bonecas".
Em maior.

Esse pai.
Deixou de existir.
Quando fiz catorze anos.

Aprendi a aceitar e a amar este.

Não foi fácil.

Não sei se alguma vez leram o "Da Profundis - Valsa Lenta".
Do Cardoso Pires.

Foi só aí que percebi o que tinha acontecido ao meu pai.

Quando ficou doente.
Ele não se lembrava quem era.

Esqueceu-se do meu nome.

Perguntava à minha mãe pela "menina".

"A menina" era eu.

Com catorze anos.
E sendo já então o que sou hoje.

Menos polida.
Mais desabrida.
Menos "madura".
Só com a minha mãe.

Eu:
"Generala".

A mãe:
"Generalíssima".

Achei que a "culpa" era dele.

Tinha-me "largado de mão".

Nem se lembrava de mim.

Complicado, hein?

Foi.

Era a "menina do papá".

Aprender a "safar-se" sozinha.
Aprender a não contar mais com o pai.

É como ficar órfã.
De alguém vivo.

Não sei se perderam.

Para a morte.

Algum dos vossos pais.

Eu.
Só o sogro.

O sentimento é o mesmo.

Era o meu pai que ali estava.
Mas não era o meu pai.

ESSE nunca recuperei.

Não é egoísmo.
Ou sentimentalismo.

É isto:

Amo o meu pai.
Agradeço a DEUS o ter deixado que ele vivesse.
Podia ter morrido.
Os médicos chamaram-lhe "sorte".
Voltou a andar.
A falar.

Ultrapassou a depressão da doença.
"Instalou-se" no seu novo eu.

A "essência" é que nunca foi a mesma.

Sou a sua "menina".

Não sou é EU.

Porque.

Do meu nome.

Ainda hoje.

Por vezes.

Se esquece.

Desculpa pai.

Tenho tantas saudades tuas.
Do meu "aliado" contra a "tirania".

Que só me sai parvoíce.

Em baixo:

Um excerto de uma entrevista da Maria Teresa Horta ao Zé Cardoso Pires sobre o "Da Profundis".

Para que entendam do que falo.

"Pode dizer-se que este é um livro de memórias?

Sim, uma memória da não memória. Não tenho uma boa definição para isso.

No texto você diz que fez uma viagem à não memória.

Uma viagem à desmemória, ao homem sem memória, e um homem sem memória é um homem perdido. Porque não tem afectos, ninguém pode gostar de alguém se não tiver memória.

Você perdeu igualmente as suas emoções?

Perdi as emoções, quase perdi a fala, a fala fica destroçada, perdi as relações, pois quando não se tem memória não se tem relações, quando se perde a leitura e a escrita fica-se impossibilitado de comunicar."

Hoje vesti:

Vestido MANGO;

Camisa branca sem marca;

Casaquinho malha MANGO;

Sapatos MANGO; - A fotografia tem a Alice. Ele há "meninas" que nunca crescem!

Mala NAF-NAF;

quarta-feira, 18 de março de 2009

Quarta-feira 18 de Março de 2009





O Julgamento Colectivo:

Começou às 9h 45m.
Acabou às 14h.

Foram ouvidos:
três arguidos.
Dezassete testemunhas.

O Julgamento Singular começou às 14h.
Terminou às 16h.

Almocei.

Estou cansada.
Indignada.

O de manhã.
Colectivo.

Era de um "oficioso".

Já vos expliquei como funciona.
A Ordem nomeia.

Nós entramos em contacto com os arguidos.
Normalmente é Penal.

E
Conseguimos.
Ou não.

Desta vez não consegui.
Reparem bem:

Fui para um julgamento de TRIBUNAL COLECTIVO.
Sem conhecer o arguido.
Sem nunca ter falado com ele.

Analisei o Processo.
Eram 6 (seis) arguidos.
Uma espécie de "gangue".
Que se dedicava ao pequeno furto.

Tudo garotos.

Alguns menores de dezasseis.
Nem sequer foram julgados.

Menores de vinte e um.
Lei tutelar educativa.

E os outros.

O "meu" era dos outros.

"Cantou" que nem um passarinho.
No inquérito.

Todos "cantaram".
Acusando-se mutuamente.

Uma FESTA.
Melhor:
UM FESTIM.

Para o MP que assim "construiu" uma série de acusações.

Cheguei ao Tribunal mais cedo.

Quando é COLECTIVO.
E o Presidente.
É ESTE senhor DOUTOR.

Os Julgamentos começam, impreterivelmente, à hora marcada.

Perguntei às colegas se tínhamos uma "defesa comum" ou se era cada "um por si".
Não havia estratégia.
Até porque todas estavam nas mesmas condições que eu.

Não conheciam os "seus" arguidos.

Perguntei à Funcionária quem era o meu.

"Doutora.
O seu está preso!"

Não existia essa informação em nenhum lugar do processo.

Já vos expliquei como funciona.
Se estão presos.
Entram por uma porta lateral.
Ficam à espera numa sala de testemunhas.
Guardados.

Até entrarem na SALA de Audiências.

Lá fui a correr escada acima.
Pedir licença aos senhores agentes.

Falar com o rapaz.

Combinamos uma "defesa".
Confessar.

Que outra?

Só calar-se.

Não o beneficiava.

As Colegas tinham dito que, visto não haver "interesse comum", os "delas" iam falar.

Dois minutos antes de entrar na SALA.
Aparece um senhor com um papel na mão.

Os Guardas chamam-me.

"Doutora: Olhe aqui."

Era o PADRASTO do meu.

Ofendido.

Num processo.

Vi o número.
Era o mesmo.

Com excepção de um "-B" à frente.
Não percebi.
Mandei-o calar.

Ao padrasto.

É um direito que lhe assiste.

Não falar.
Se achar que com isso pode prejudicar o seu "filho".

OIÇAM:
Tudo ali.

Em dez minutos.

E vamos a entrar que o "Colectivo" está reunido.

Nem a Toga tinha vestido.
Vestia-a enquanto cumprimentava os Juízes.
E o Procurador.

Começa o Julgamento.
A Colega sentada ao meu lado começa a ficar nervosa.

"Porquê?"
Pergunto eu.

"Só me telefonaram ONTEM para O vir defender HOJE".

A outra nomeada pediu suspensão da inscrição na ORDEM.
Traduzindo:
Deixou de exercer a profissão.

O DESGRAÇADO só tinha Advogada de defesa.
Desde há dez minutos atrás.

O meu é o primeiro.
Bem "ensinadinho" canta.
Afinado.

O Juiz Presidente satisfeito.
Eu também.

Do mal o menos.

Até....
Ao momento em que:

O senhor Juiz Presidente.
A repetição e propositada.
O tom é irritado.

Diz:

"Bom, no OUTRO processo o Senhor é TESTEMUNHA responda-me:"

Eu achei que tinha ouvido mal.

TESTEMUNHA no OUTRO?

Qual outro?

Interrompo a Audiência.

Aparte:
Como testemunha NÃO tem Advogado.
Como testemunha pode "enterrar-se" e ser acusado.
Ser arguido NOUTRO processo.
Como testemunha os seus direitos de defesa não estão assegurados.
Como testemunha TEM de prestar JURAMENTO legal.
Fim do aparte.

PASSO-ME.

Não tenho conhecimento de nenhum outro processo.
O meu arguido não responde "COMO TESTEMUNHA".

O Senhor Juiz Presidente.
Fica danado.

Diz-me que o está a ouvir como "arguido".
E que:
(vejam esta)
Por uma questão de "economia Processual" ouve-o já como "testemunha" porque é nessa qualidade que está em processo conexo.

Pergunto, respeitosamente.
"A ferver".

Qual processo?
Não tenho conhecimento de nenhum outro processo.
Não sou Advogada dele enquanto testemunha.
Mas
Enquanto arguido.
Não presta mais depoimento.

Digo-lhe, ainda, que se é TESTEMUNHA, não prestou juramento legal.
Pelo que o seu depoimento,é, nessa parte, nulo.

As Colegas começam TODAS a dizer que também só têm conhecimento de um processo.

Com excepção de uma.
Porque já tinha estado num processo "conexo" noutro Tribunal.
Tinha recebido notificação por fax.

O Senhor Juiz Presidente.
Habituado a ser maior que DEUS.

Concede-me CINCO minutos.

E ORDENA, maldisposto, à Funcionária.
Que arranje cópias da acusação do OUTRO processo para todas.

Fico perdida.
"Perdida" no sentido de furibunda.

Enganou-me.
Enganou o arguido indecentemente.

Digo ao rapaz para se recusar a prestar depoimento quanto aqueles factos específicos.
Já vou tarde.
Já tinha respondido.

Quando entro (de novo) para a SALA.

Pergunto em que "QUALIDADE" vai ele ser ouvido?
E porque foi anexado o outro processo.
Entendo que não existe motivo para anexação.

Por outro lado o artigo 133º do CPP, é claro:
Arguidos e co-arguidos.
Em processos conexos.
Para serem ouvidos "como testemunhas" têm EXPRESSAMENTE que nisso concordarem.

Quando fico furiosa.
Já me têm dito.
Meto medo.

Acho que deito "chispas" ou lá o que é.

O Senhor Juiz Presidente.
Pede Desculpa.
Com a maior CARA DE PAU deste mundo.

Garante-me.
Que não foi "nenhuma armadilha".
E que ele continua "protegido" pelo estatuto de arguido.

Dou-me por satisfeita.

A Audiência continua.

O Juiz está furioso com o MP.
Eu também.

No FINAL do Julgamento.
Depois de nos ter "obrigado" a ouvir as dezassete testemunhas.

Só para perceberem a "maldade".
O Tribunal "fecha" para o "almoço" às 12h 30m.

Até às 14h.

O MP decide não prescindir de ouvir mais duas.
E pede que, na segunda data, sejam "conduzidas com Mandados".
Pede também Mandados para deter os arguidos faltosos.

NÃO.
REDONDO.

Só tenho vontade de ditar um requerimento.
Para ACTA.
A pedir a NULIDADE do JULGAMENTO.

QUE CONEXÃO?
Mas está tudo doido?

Arguido e testemunha em simultâneo?

Se o rapaz tiver "Apoio Judiciário".
RECORRO.

Se não tiver.
Não.

Os RECURSOS são caros.
Se se perdem.
Não há garantias que se ganhem.
Os Senhores Desembargadores tendem a ser "maldosos" nas custas.

É para os Senhores Advogados não recorrerem a torto e a direito.

Digam-me.
QUE MERDA É ESTA?

Sim.
Era um bandidozeco.
Sim furtou.
SIM.

E então?

Onde está a "igualdade" de armas?

O respeito pela dignidade?

BLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁBLÁ
BLÁBLÁBLÁBLÁBLÁ............................................................................................................................

E este é um BOM Juiz.
MUITO BOM.

Correcto.
Sério.
Conhecedor.
Culto.
As minhas melhores "picardias" são com ele.

Que os há MAUS.
Tecnicamente péssimos.

ESTOU QUE NEM POSSO!
É o que vos digo.

Hoje vesti:

Olhem, nem liguem, foi tudo assim, meio rápido.
A despachar.
E depressa.

Nem me lembrei de nada.
Correu mal.

Amanhã será melhor.
(talvez)

Saia LANIDOR;

T-Shirt SALSA;

Camisola LANIDOR;

Botas sem marca.

terça-feira, 17 de março de 2009

Terça-feira 17 de Março de 2009






Nasceu!
O meu mais novo "sobrinho".

O primeiro filho de uma amiga querida.

Uma menina.
Ainda.

Ela diz que não.

Só em comparação comigo.

Uma querida menina.

Dona dos mais belos olhos verdes que conheço.
"Verdes com partículas douradas".

Está entre aspas.
Mas a autoria é minha.

Colega de profissão.

Mora longe.

Quando ando por aí.
Como o Santana.

E as amigas moram perto.
Vou sempre almoçar.
Ou tomar café.
Ou passo pelo escritório.

Só para dizer "OLÁ".

Vi-a no Verão.

Pouco depois.
Mandou um mail a contar da "novidade".

Fui almoçar com ela.
É que nem se punha a hipótese de não a ver "barriguda".

Hoje recebi a mensagem.

Nasceu o Menino Jesus.
Uma da tarde.
3610Kg.

Tudo óptimo.

Ser mãe pela primeira vez.
E pela segunda.
E
Terceira.
Quarta.
Quinta.

(Tenho uma amiga que tem cinco filhos.)

Como é que vos vou dizer.
Sem parecer lamechas.

É a felicidade pura.

O momento mais perfeito.
Irrepetível.
Único.

De todas as vezes.
A primeira.

Fui mãe duas vezes.

Por todas as razões:

Económicas.

Tempo.

Qualidade.
e
Quantidade.

Disponibilidade "mental".

Não o fui mais.

As minhas filhas foram RIGOROSAMENTE planeadas.

Quando fiz quarenta anos.
Pensei que estava grávida.

Não "planeadamente".

Não imaginam a ALEGRIA.

Primeiro o medo.

A seguir.
Uma alegria tão intensa.
Que se via.

Fiz um daqueles testes da farmácia.
Deu positivo.

Telefonei ao marido.
O homem largou tudo.
Veio a correr ter comigo.

Os dois parvos.

Dissemos às garotas que iam ter um mano/mana.
Elas.
Logo a fazer planos.

Onde ia ficar o bebé.

Escolhemos nomes.

Íamos fazer obras em casa.
A criança nova precisava de UM QUARTO.

O filme completo.

Durou umas horas.
Até vir o resultado da análise de sangue.
Que deu negativo.

Não estava grávida.

Apesar do teste.

Desilusão total.

"Então porque não ficas?"

Não.
Racionalmente.
Não posso.

Já passei da idade.
Não quero que o meu filho fique sem mãe.

Deve ser terrível crescer sem mãe.

Ser mãe.
Foi A grande descoberta sobre mim.
A confirmação de uma certeza.
Algo que já existia.
Difusamente.
E depois se materializou.

Sempre com algum medo.

Será que sou capaz?
Estou mesmo a fazer bem?
Qual o caminho?

É um "trabalho" difícil.
Quanto mais crescidos pior.

Gostava de ter outro.
Sim.

Não posso ser só porque sim.

"Onde comem dois, comem três".

Não é BEM assim.

Respeito tanto as minhas filhas.
Respeito tanto a ideia de:
FILHOS.

Nunca as teria se não fosse para as criar da melhor maneira.

Adoro bebés.
Fico doida com o cheiro.

É hormonal.

"Salta-me" logo a tampa.

Sou TIA de dois.

"Tia" de muitos.

Madrinha também.

Tenho duas afilhadas.
Já crescidas.

Uma até já tem filhos.
A outra é Advogada.
Como eu.
(Aqui babo. Desculpem!
Tenho "alguma" coisa a ver com isso)

Um afilhado.

Foi Baptizado com sete anos.
Os pais eram nossos amigos.
Enquanto casal.

Depois divorciaram-se.

É uma situação complicada.
Não sei se já por lá passaram.

Ninguém quer tomar partido.
E tudo o que fazem.
É entendido pela "outra" parte.
Como estando do outro "lado".

A mãe não é crente.
Mas não se opôs ao Baptismo.

Não foi nem o pai.
Nem a mãe.

Quem me "convidou" para Madrinha.
Num momento que guardo com carinho comovido.

Foi ele.

O meu afilhado.

Quando se despedia de mim com um abraço.
Perguntou-me ao ouvido.
Baixinho.

"Queres ser a minha Madrinha?"

Vive com a mãe.
Só o vejo quando está com o pai.

Telefono.

No Verão.
Vem passar alguns dias comigo.

Em Maio.
Vou ter outro.
Filho de um amigo.
Querido.
Também.

Em alguns Sábados.
A mãe.
Coitada.
Lá mo deixa.

Há dias em que fico com todos cá em casa.

Os sobrinhos.

As filhas.

Os amigos/as das filhas.

Os filhos dos amigos/as.

Os afilhados.

Meus e do marido.

Não faz mal a confusão.
Se querem dormir.
Arranja-se maneira.

Comem todos esparguete bolonhesa.

É ao fim-de-semana.
Não faz mal.

"Estrago-os" a todos.
Paciência!

É para isso que sirvo.

Gostava muito de ser professora.
De estar com "os meninos".
Não gostava era de "aturar" os pais.

Gosto da "lógica" das crianças.
Daquela "estroinice".
Da própria "estupidez" infantil.

Eles são como eu.
Ou eu como eles.

Posso andar de gatas.
Cantar no jogo da Play Station.
Jogar na WII.

Dizer que fazem batota às cartas.
Brincar com barbies.
Aos cabeleireiros.

Com os rapazes "treino" futebol.
E Taw Kwon Do.

Soa a machista.
Pá.
Não posso fazer nada.

As garotas não gostam de correr e ficar transpiradas.
Eu gosto.
Os rapazes também.

Para além do mais.
Pratiquei a arte em miúda.

Os rapazes adoram tentar atirar-me ao chão.
E "voarem" eles.

As meninas não gostam.
Tentei convencer as minhas filhas.

Nada.

Tinham medo de "apanhar".

Só posso "brincar" a isso com os rapazes.
Mesmo que se acabe com nódoas negras.
De parte a parte.

Dá-se e leva-se.
Sem medos.

Vale a pena.
Mesmo que doa.

Um bocado como ser mãe.

Hoje vesti:

Jeans MANGO;

Camisa branca sem marca;

Casaco LANIDOR;

Sapatos sem marca;

Saco MANGO;

segunda-feira, 16 de março de 2009

Segunda-feira 16 de Março de 2009












Boa Semana!!!

Pergunta de algibeira.

Para começar bem.

Então e o dinheiro?

"A ética não enche a barriga" diz uma conhecida apresentadora de televisão.

Dinheiro.

Porquê?

Simples.

"Corri" com um dos habituais.
À "pedrada".

Tenho "maus fígados".

E agora?

"Arranjas outro".

Este pagava.
O que é uma raridade nos dias que correm.

Aquelas lindas frases:

"Não me preocupo com o dinheiro".

"Para mim não é importante".

" Dinheiro não traz felicidade".

É pá.

Por muito que me custe.
E
Custa-me.

Tenho de discordar.

Quem não se preocupa com dinheiro é porque tem o suficiente para não ter de se preocupar.

A frase é longa.
À "Saramago".
Sem pontuação.

Vejam lá se não é certa.

Para mim.
É importante.

Não é ser RICA.

A riqueza é relativa.

Eu.
Daqui.
Vocês daí.

Cada uma frente ao seu PC.
Nas nossas casinhas.
Barriguinha cheia.
Comidinha no frigorífico.

Somos ricas.
Comparativamente.

Em relação a alguns futebolistas.
Somos paupérrimas.

Nada tenho contra futebolistas.
Nem treinadores.
Nem vedetas de televisão.

Do corpo lhes sai.

Já contra:

Banqueiros.
Especuladores.

Tenho.

E não é inveja.
Acreditem.

Alguém comentava outro dia num almoço.
Que um dos seus amigos.

"Analista de créditos" - tomem nota.
É uma óptima profissão.

Ganhava 100.000, 00 (Cem mil euros) por mês.

"Também quero".

Disse eu.

"Pertence à OPUS DEI?"

"Não".

"Pois".

"O que faz um "analista de créditos"?

" Avalia se os quadros do Miró - ou uma colecção de moedas - ou umas (falsas) antiguidades egípcias - servem para "assegurar" o pagamento de uma determinada (muito grande - porque se for pequena- exigem um bem como garantia - por "bem" entenda-se a casa onde vivemos) quantia".

Sim, senhor!

Gostei.

Os Bancos.
Com o meu e o vosso dinheiro.
Agora até "nacionalizados".
Pagam 100,000.00 a alguém para fazer este trabalho.

O que posso eu dizer?

Voltando à conversa.

A relação de cada um com o dinheiro.

É engraçada.

A minha mais nova é profundamente avarenta.
Guarda todos os centavos.
Numa carteira vermelha.
Um "Fashion statement".

Os meus pais dão-lhe uma notita a cada fim-de-semana.
Tem todas.
Não deixa que se depositem no banco.

Antes deste descalabro financeiro.
Já ela dizia:
"Não confio nos bancos".
Gosta de ter o dinheirinho vivo.
Junto a si.

A minha mais velha não liga nenhuma.
Na justa medida em que O tem.

Oferece prendas.

Compra coisas.

Tem uma mesada fixa.
Um cartão multibanco.

Não gasta a mais.
Não gasta a menos.

O marido é um bocado "desprendido".
Não se "chateia" com essas coisas.
Nem me "chateia" a mim.

SIM.
A "desgraça" sou eu.

Tento poupar.
Pelo menos 25 euros por mês.
Como no anúncio.

Não pensem que é para a velhice.

É para poder comprar aquilo tão engraçado que vi.
E que tenho mesmo, mesmo, de ter.

O "vil metal" serve para se gastar.

Sou hedonista.
Verdadeiramente.

Gosto do prazer.
Podem levar esta frase para onde quiserem.
Todos os sentidos são válidos.

De roupas novas.
De sapatos novos.
De viajar.
Com conforto.
Já viajei de "pé descalço".
É giro: entre os 16 e os 18)
De ler
O preço dos livros?
De ir almoçar fora.
Ou jantar.
De estar com os amigos.
De ir beber um copo.
De conhecer sítios novos.
De ir à esplanada.

Também gosto de trabalhar.
Também é um prazer.

Outras vezes não.
É só Trabalho.

Existem prazeres que dinheiro nenhum paga.

Perdão:
(Quase) Todos são melhores com um pouco de dinheiro.

Sei.
Porque já tive muito menos.
Sei.
Porque já tive muito mais.

Sei.
Também.
Que a SAÚDE.

Se cuida melhor.
Se tivermos dinheiro.

Sei porque sei.

Não se paga um sorriso.
Não se paga a amizade.
Não se paga o amor.
Não se paga a Primavera.
O Sol.
O Mar.
O cheiro das tílias.

Sim.

Mas.

Só se conseguem "saborear" em pleno.
Se não tivermos outras preocupações.

Digam a alguém com fome.
Para olhar para as estrelas.
Tão bonitas!
E de borla.

O mesmo vos digo.

Direitos humanos.
Ou
Respeito pelas mulheres.

Que direitos humanos?
Que respeito?

Enquanto houver fome.
ISSO é irrelevante.

Nunca vou conseguir tirar a satisfação que a minha filha tira.
Ao ver o MONTE de notas.

Conto sempre esta história:

Um dos meus amigos.
Casado com uma das minhas amigas.
Morreu.
Atropelado.

No dia em que ele morreu.
Ela foi comprar-lhe um casaco.

Ele tinha gostado muito dele.

Não o tinha comprado.

Era muito caro.

Com ele vestido foi a enterrar.

Um último gesto de carinho.

Compreendi-a.
Apoiei.

A partir desse momento.

Decidi:

Como se pudesse!

Comigo isto não vai acontecer.

Não vou ser enterrada.
Até porque quero ser cremada.
Com um vestido que amei.
Mas não comprei.

Acho um desperdício.

Não se zanguem.

Brinco com coisas sérias.
Sou politicamente incorrecta.
Conhecem os meus "podres" melhor que ninguém.

Quanto à história do dinheiro não trazer felicidade.

É para quem não tem imaginação.

Valha-me Deus!

Algum "bocadinho" de felicidade há-de trazer!

Como diria a personagem de uma novela brasileira,
não sei o nome,
interpretada pela Débora Bloch.

Era muito divertida.
Engravidava por inseminação artificial.
De gémeos.
Depois nascia um preto e um branco.
Ela ficava com ambos.
No final ganhava o amor da vida dela.
Feliz com os bebés.

" Eu vou sofrer.
Mas sofro bem vestida".


Ora soframos.

Bem vestidas.

É o mínimo.

Exigível.

Pela passagem neste "vale de lágrimas".


Hoje vesti:


Vestido TOMMY HILFINGUER;
É uma marca que não costumo usar.
É um bocado "queque" para mim.

O vestido é BRILHANTE.

Por baixo vesti um outro da NAF-NAF;

Sapatos sem marca;

Mala BURBERRYS;

Cinto é mesmo "vintage". Vindo direitinho dos meus anos de juventude.

Cachecol é o cinto que vinha com o vestido.

quarta-feira, 11 de março de 2009

Quarta-feira 11 de Março de 2009

























Desculpem-me!
Perdoem-me!
Sei que errei!

Dou-vos flores e chocolates.
E música.

Tudo.

Este "finalzinho"- de- semana:
Quarta;
Quinta,
Sexta;

Foi um INFERNO.

Sendo que:
TODAS sabemos.

O INFERNO são os outros.

Findo o INFERNO.

Voltámos à Terra.

Planeta.

O INFERNO é mais metafisico.

Por ora.
Para acabar a semana que passou.

Vou só postar as fotos.

Segunda.
Voltamos às conversas.

Beijinhos.

Quarta - feira 11 de Março de 2009

Vesti:

Vestido NAF-NAF;

Colete pelo NAF-NAF;

Saco MANGO;

Botas sem marca;

Quinta-feira 12 de Março de 2009

Vesti:

Vestido MANGO;

Top DIM;

Casaquinho MANGO;

Sapatos ZARA;

Mala Lacoste;

O fio foi "invenção" das filhas.

Sexta-feira 13 de Março de 2009

Vesti:


Calças MANGO; (lembram-se delas? 70'S)

Camisa MANGO;

Mala GUESS;

Sapatos MANGO;