terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Terça-feira 19 de Fevereiro de 2009
















Calcei hoje, pela primeira vez, as minhas sandálias de INVERNO.
Adorei a ideia de usar sandálias no Inverno.
Sim, com meias e tudo.

ADOREI.
Achei lindo.
Perfeito.
TUDO.

Só que:
No Inverno.
FAZ FRIO.
CHOVE.
NEVA. (quase)

Mesmo que se use dois, por vezes três, pares de meias, não dá!

Não me importo de "sofrer" por aquilo que acho bonito.
Não me peçam é para passar frio.
Ou fome.
Sou contra.

Ainda havia outra questão:

Teria EU coragem para andar de colãs (como é que isto se escreve? collants?colans?) tipo assim, "à inglesa", com o dedinho de fora?

Esperei pelos saldos.

Comprei na MANGO (onde mais?) com 50% de desconto.
Esperei pelo tempo certo.
E
FINALMENTE

As sandálias fizeram a sua aparição.

Recebi muitos, muitos, mas mesmo muitos, piropos.

Sobretudo em relação à minha altura.
Com elas fico mais alta que toda a gente.

Só um pouco mais abaixo que o marido.

Até maior que a minha cunhada.
Que hoje veio almoçar comigo.

Foi um riso!

Acho que os meus pés ficaram "deformados" para sempre.
Não os torci.

Estive muito próximo de cair.

Gostei.
Vou repetir.

Hoje vesti:

Saia MANGO;

Camisa lilás sem marca;

Casaco couro CASA DAS PELES;

Sandálias lilás MANGO;

Saco MANGO;

Cachecol ZARA;

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Segunda-feira 16 de Fevereiro de 2009







Aviso nº 1 - Este texto foi escrito dia 17/2/2009
Aviso nº 2 - Quem tiver uma consciência aguda da sua CONDIÇÃO FEMININA e ficar ofendida com considerações machistas, não deve ler.

EU NÃO DEVO LER.
Também não devo ser a autora.
Se alguém disser que fui eu quem escreveu, nego, veementemente.


ESTÃO AVISADAS.

A sério.

É altura de parar.

Tudo começou há alguns meses, quando recebi uma "nomeação" da Ordem.

Abre parêntesis:

Faço "Oficiosas" pela razão mais estúpida de todas. Como me diz o meu Patrono.
Acho que é meu dever.
O que me paga o Estado português não chega para:
O papel que gasto.
As deslocações.
Os telefonemas.
As preocupações.
Só recebo uma vez por ano.

Faço porque penso, lá está, que TODOS têm DIREITO à melhor defesa possível.
Posso garantir, que nas nomeações que aceito, SOU a melhor defesa possível.
Fecha Parêntesis.

Quando recebo as tais nomeações, tento logo contactar com as pessoas.
Os "oficiosos" são do pior.
Não são eles quem procura o Advogado.
O Advogado é que os procura a eles.

Claro que, na maior parte, são SARILHOS de todo o tamanho.
Porque a vida destas pessoas já é um SARILHO completo.

No caso em questão não era assim.

Eram só uns "rapazelhos" que tinham andado "à porrada" num bar.
O que levou, não gostou.
E Aí têm.
Um CASO de Ofensas à Integridade Física (simples).

Com um GRANDE pedido de INDEMNIZAÇÃO CIVIL.
Porque isto, não há quem não pense, que é como na televisão.

Depois de muito insistir (cartas registadas, simples, recados, etcs) lá vieram falar comigo.

Depois esqueceram-se.

Quando chegou à altura de juntar testemunhas e "construir" um caso decente:
Não apareceram.
Não telefonaram.
Tinham mais que fazer, como se compreende.

A defesa ficou "pendurada".

Sem "DEFESA".

O Código permite apresentar testemunhas na própria Audiência, desde que sejam "de vista" (esta é uma expressão "coimbrã" em Lisboa diz-se de outra forma) e se reputem "essenciais" para a descoberta da "verdade material".
Têm é de estar no Tribunal naquele dia.
O que ia ser complicado.
Porque todas estas pessoas são muito "ocupadas".

Antes disso, porque já previa estas "complicações", entrei em contacto com o colega da outra parte para o sondar da possibilidade de chegar a um acordo.
Quando há um pedido de Indemnização Civil, queridas amigas, o que querem é dinheiro!

Telefonei.

Tenho uma vozinha de menina pequena.
Dá muito jeito para contar histórias.
Consigo imitar qualquer desenho animado.

É mais difícil convencer alguém ao telefone.

Tenho um truque para "disfarçar":
Falo len-ta e ar-ti-cu-la-da-men-te.

Já me ouvi em gravações.
É hilariante.

Ao telefone devo soar como uma criança exageradamente bem educada e pomposa.
Frente a Frente não tem grande importância.
Ao telefone é "mortal".

O Colega não me levou a sério.
Achou que estava a falar com uma "pita".

Enervou-me à brava.

As profissões ligadas ao Direito:
A Advocacia,
A Magistratura,
O Notariado,
Os Conservadores,

São os "últimos" redutos do macho.

Quem estuda Direito sabe do que estou a falar:
Os Professores Doutores são HOMENS.
Mulheres são Assistentes.

Quando o tema é DIREITO PÚBLICO - Administrativo; Fiscal, etc.
Olham para nós com "peninha".
Coitadinhas...a nossa cabecinha não chega LÁ.

Se estiverem atentas, mesmo na comunicação social, hão-de ver as "cabeças pensantes" muito preocupadas com a "feminização" destas profissões.
Já houve quem defendesse "quotas" masculinas para o CEJ (Centro de Estudos Judiciários- onde se formam os juízes).

UIII, O MEDO da JURISPRUDÊNCIA feita por mulheres.

Só há dois anos (se a memória não me atraiçoa) é que foi nomeada uma SEGUNDA Juiz para o SUPREMO.

Nos jantares de ADVOGADOS há sempre uma parte onde se contam histórias para chocar as meninas.

E

Há sempre algum colega que se lembra de exercer o seu "domínio" com as colegas mais novas.

Pelo telefone pareceu-me UM destes.

Mandei-o "pastar".
Só voltei a "falar" por mail.

Claro que não se chegou a nenhum acordo.
Fazia "exigências" ridículas.

No entanto:

Eu não tinha DEFESA.
Ele tinha um caso SÓLIDO.
(Embora nunca se saiba.)

Tinha fotografias.
Tinha testemunhas.
Tinha documentos hospitalares.
Tinha relatórios médicos.

Eu?
NADA.

Depoimentos dos arguidos.
Só.

Pensei:

Tenho de chegar a acordo.
Esta era a MELHOR defesa.

ESTA É A PARTE QUE NÃO DEVEM LER

Sabem como se faz com um gajo que tem a mania que é MACHO (ISTA)?

Usa-se o que a natureza nos deu.

Cérebro entre as orelhas.

Tudo o resto do pescoço para baixo.

Escolhi a roupa em função disto.

Tenho pena que não consigam ver bem.
Tirei as fotos quando cheguei a casa já de noite.
Amarrotada.
Sem brilho.

O fato que vesti é um dos meus "uniformes".
O melhor que tenho.
Não por ser o mais caro (é da MANGO).
Por ser o que melhor me "veste".

O tecido é macio com um pouco de brilho.
Discreto.
De um tom de castanho suave.
Riscas brancas.

A saia tem o comprimento e a "justeza" certas.
O casaco abotoa-me na cintura.
Os ombros ficam-me nos ombros.

A camisa branca.
Mesmo branca.
Gasto uma fortuna na lavandaria por causa das camisas brancas.
Têm de ser BRANCAS.
Só assim o impacto é o esperado.
Se não for BRANCA.
Não funciona.

Quando deixam de ser BRANCAS.
Mandem fora.
Vistam debaixo de outra.
Mas não USEM.

Esta em particular tem nervuras, e um ar "masculino".

Escolhi meias de renda às flores.
Sapatos redondos com um ligeiro tacão.

Fazem-me pernas bonitas.

Tencionava usar "isso".

Pintei um pouco os olhos.
Rímel.
Sombra.
Um pouco de batom.

Coisas que não faço habitualmente.
Que também tencionava usar.

Tomei banho com sabonete.
Passei creme de corpo com o mesmo cheiro.

Cheiros são muito importantes.

Assim "armada" lá fui.

Quando cheguei ao "Tribunas" e se fez a chamada, verifiquei que o colega não era nada do que eu esperava.
Um "filho-da-mãe" pouco mais velho.
Ou da mesma idade.
Com a "mania" de "papar criancinhas".

Afinal:

Um velhinho de barbas.
Simpático.
Cavalheiro.

Que me tratou por "cara colega".

Encurtando razões.

Tanto TRABALHO para nada.
Ou talvez não.

A "beleza" funciona sempre.
Digo-vos eu.
Que não sou nenhuma BELEZA.
MAS SEI.

Entrámos mesmo em acordo.

Desistência de queixa.
Algum dinheiro.
Menos de metade do que o que pedia inicialmente.

FIM.

Hoje (ontem) vesti:

Saia e Casaco MANGO;

Camisa branca NAF-NAF;

Casaco de agasalho MANGO;

Mala BURBERRYS;

Sapatos sem marca - já são muito velhos. Gosto muito deles. Uso-os sempre. Mesmo quando não estão na moda.


ATENÇÃO:
O clip na barra lateral (DEOLINDA - Fado Toninho) é para ouvir.
Complementa, com ironia, a "figura de estilo" que prefiro, o que acabei de vos dizer.






















sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Sexta-feira 20 de Fevereiro de 2009









Todas as meninas querem ser bailarinas.

E fadas.

E sábias.

E fashin icons.
(Que é diferente de ser modelo/manequim).

E mudar o mundo.

Algumas também gostavam de ser fotógrafas.

Eu.

Que só escrevo sobre mim.
(Não por narcisismo.
Só por ser o assunto que conheço melhor.)

Hoje fui tudo.
O que é difícil.

E não se consegue.

Na minha Cidade Branca:

O céu estava tão azul que parecia milagre.

Algumas árvores, no "Jardim do Tribunal" (Gosto TANTO disto: JARDIM DO TRIBUNAL) tinham já pequenas flores e rebentos.

Quando for Primavera, as tílias CHEIRAM.

O ar fica muito leve.

Tomamos café na "esplanada".

Eu e as/os colegas em "amena cavaqueira" depois de termos sido gladiadores na arena pouco acima.

A "esplanada" é de um rapaz que conheço de pequeno.
Nos meus tempos de professora foi "quase" meu aluno.
Não estava nas minhas turmas.
Andava na mesma escola.
Para ele ainda sou a "stôra". O que é muito giro.
Faz-me sentir um bocado velha.
Com duas filhas de olhos azuis e cabelo louro.
LINDAS!
Mas pronto.
É sempre muito "ternurento" ver os "meus" meninos crescidos.
Terem família.
Serem "pessoas de bem".

Tem um cão, preto, grande e velho, que me lambe os pés quando uso sandálias.
Só me faz isso a mim.
O que faz toda a gente rir.


Beijos a todas as MENINAS:
Bailarinas
Fadas
Sábias
Fashion icons
Mudadoras de Mundos
Fotógrafas
e TUDO.

Muito SOL.
E
AZUL.

Bom fim-de-semana!

Vesti:

Saia "alucinada" sem marca;

Quando digo "lojinha de Bairro" ou "sem marca" é da mesma loja.
Conhecem o estilo?
Tudo misturado.
Sem nenhuma ordem.
Nem cores.
Nem estilos.
Nem marcas.

A dona, quando me vê passar, chama-me para ver as "novidades" e, de vez em quando, lá lhe compro alguma coisa.
"ESTA" foi porque me fez um desconto "brutal".
70% sobre o preço marcado na etiqueta.
E
Porque tive pena da senhora.
Se não lha comprasse, quem lha compraria? (Se se estão a lembrar de um certo anúncio a um certo leite- é propositado)
Tinha uma camisa igual.
Já era demais.
Até para mim.

Faz parte das "coisas estranhas" que me fazem duvidar da minha sanidade mental.

Exemplos vários já passaram por aqui:

- Casaco Czarina;

- Meias de quadrados;

- Corpete de cetim preto;

- Vestido de malha às riscas com muitas cores;

- Sabrinas Doroteia;

- Vestido Naf-Naf (às riscas) que parece um saco de batatas;

- Casaco-capa lilás;

MAS
foi ELA que me fez querer ser bailarina.

O que prova:
(pelo menos a meu ver)
Que
Nesta vida:
Tudo tem um propósito e uma função.

Não é por se ser desgraçadamente horroroso que não se pode fazer nascer nos outros sentimentos bonitos. (chuif - chuiff / sniff-sniff )

Camisa branca sem marca;

Camisola malha STEFANEL;

Casaco de couro NAF-NAF;

Sapatos LUZIA MIRNAR (é o que diz);

Mala MANGO;

P.S. : DESCULPEM A (MÁ) qualidade das fotografias, logo hoje que me sentia tão "artista".
- Tenho de comprar uma máquina decente.

- Aprender a mexer nela.

- Aprender a mexer no PHOTOSHOP.

- Aprender a mexer "nestas" ferramentas informáticas como deve ser.

BOA!
O que eu gosto de aprender!!!

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Quinta-feira 12 de Fevereiro de 2009







Ia escrever-vos outra coisa qualquer.
Até já tinha começado.
Chamava-se:
"Eu e os Homens".

Fazer jantar.
Jantar.

As notícias.

Aquele pai.
Aquela mãe.

O maior de todos os medos.

Al cabo


Al cabo, son my pocas las palabras
que de verdad nos duelen,
y my pocas
las que conseguen alegrar la alma.
Y son tabién my pocas las personas
que mueven nuestro corazón,
y menos
aún las que lo mueven mucho tiempo.
Al cabo son poquíssimas las cosas
que de verdad importan en la vida.
Poder querer a alguien, que nos quieran
Y no morir después que nuestros hijos.


Amalia Bautista

Porque a minha mais Velha foi para Madrid passar o fim-de-semana.
Porque o coração ficou pequenininho.
Porque no fim e no cabo.
É O que importa.
Um grande e redondo O.

Hoje vesti:

Vestido cinzento sem marca;

Camisa cor-de-rosa TRUCCO;

Sapatos sem marca;

Mala NAF-NAF;

Sobretudo LANIDOR;

Voltei aos sobretudos.
Não deixarei que me voltes a enganar, janela!

SOL a brilhar.
Frio.
Frio.
Frio.

Até pus cachecol! IRRA!

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Quarta-feira 11 de Fevereiro de 2009










Por Princípio e em princípio:
As mulheres têm SEMPRE razão.

Já tinham reparado, não é, suas malandras?

Quando:
se comenta
se lê no jornal
se vê na televisão
que uma mulher (por exemplo) deu um tiro no marido/namorado/amante

digo:

"De certeza que o mereceu!"

O que é muito giro.
E me faz ter muitos amigos homens.

Tramado é quando não têm.

Pensam que é:

"Não há fúria no Inferno que se compare a uma mulher desprezada"?

Enganam-se.

É mais:

Não há fúria no Inferno que se compare a uma mulher. (PONTO)

Não há nada mais "retorcido" que uma mulher.

Mais maquiavélico.

Mais temível.

Eu acho graça.

O que querem?
ACHO GRAÇA.

Uma cabeça capaz de "coisas" como as de hoje.

Acho graça.
Não posso é dizer a ninguém.
Senão lá perdia o cliente.

Os Homens (alguns - concedo) são tão BURROS.
MAS TÃO BURROS.

Sabem quem cai?

Os bonitos.
Os "galãs".
Os que acham que são espertos.
Os filhinhos-família.

Quem os armadilha?
As "louras burras".

E lá tenho eu de me rir!

É inacreditável.

Esta, em particular, conseguiu:

Casar com COMUNHÃO TOTAL DE BENS.

Isto é de MESTRE, minhas caras.

DE MESTRE!!!
TOTALMENTE À PROVA DE BALA.
É tão bom, mas tão bom que, "bem conversadinho", ainda consegue ir buscar património da herança dele!
Atadinho.
Nada a fazer.

Sabem qual é o Regime "comum"?
Comunhão de Adquiridos.

Para se casarem com Comunhão Geral ou Separação de Bens (Aconselho esta. Desaconselho TOTALMENTE a outra) tem de se ir ao NOTÁRIO assinar uma escritura.
Convenção Antenupcial.

Porquê?
Porque a LEI é querida e amiga e quer que se pense antes de se fazerem asneiras.

Que se pagam onde dói mais.
A carteira.

Agora:
"Aguentar" anos de casamento para acumular património.
Acho espectacular!

O gajo nem reparou.
Nem viu de onde "choveu".

Era TUDO perfeito.

A vidinha perfeita.
Os amigos perfeitos.
As férias na neve.
A Matilde e o Martim no banco de trás. (Os nomes são fictícios. Claro!)
Matilde e Martim porque são "benzoca".
Bernardo e Francisca também servem.
Porque esta gente tem filhos como malas LOUIS VUITTON.
São ACESSÓRIOS.
Modernos.

E

TCHARAM:

Fonte de receita!

HA! Pois é!

E a pensão de alimentos das criancinhas?
E o NÍVEL de vida?

O pior é que o "giraço" está destroçado.
Completamente de rastos.

Perdido.

Comovente.

Sem perceber de onde isto vem.

Ó amiguinho, PÁ, da tua cegueira!

De te teres em tão grande conta.
Que só "contaste" com os teus lindos olhos.

Só a mim!
E só eu!

Hoje vesti:

Vestido diz que a marca é MATILDA;

Casaco couro sem marca - Comprei no FREEPORT!
IH!IH!IH!

Sabrinas LANIDOR;

Mala LANIDOR;

Passei uma "rapa" de frio.
Porque era PRIMAVERA.
E tinha parado do chover.

Estão à vontade para não gostar das roupas.
Nem eu gosto! (por vezes)
Esse é também o objectivo.

Rir e fazer rir.
Isto não é "estilo" ou "moda" ou qualquer coisa desse tipo.

É uma piada que faço comigo própria.

Como as meias de ontem.
Fazem as minhas pernas parecer "espetos" (segundo a opinião sempre honesta do marido).

Fazem-me rir serem tão pirosas!
Faz-me rir andar com aquilo na rua.

Compro coisas completamente estapafúrdias só porque sim.

Sou assim e já não mudo.

ESSA É A PIADA.

BEIJOS para todas.

Obrigada a quem (com)partilhou comigo o seu "Sonho" de viagem.

Gosto de ser turista na minha terra.
Deslumbrar os olhos com O de todos os dias.
Fotografar o que ninguém consegue ver.

Na dos outros:
Viajante.

Viajantes.
Sonhadoras.
Nós.
Inteiras.

"Uma terra para nascer TODA a Terra para morrer".
Padre António Vieira

Um dos meus "Viajantes" preferidos.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Terça-feira 10 de Fevereiro de 2009










Como pude esquecer-me dos ITALIANOS?
LULU.
COMO?

Porque em Itália a TRISTEZA rima é com beleza.

Só me lembro de Fellini.
De Giulitta Massima.

Beleza apenas.

Do "Cinema Paraíso".

Da luz.

Tenho medo de ir a Florença.
Que é a minha viagem "de sonho".

Tenho medo que não seja como imagino.

Se não for exactamente como penso.
A minha Fé fica perdida.

E se tiver muitos turistas?
E se a luz não for AQUELA?
E se a estátua de DAVID não for/tiver aquele branco macio?
E se?
E se?

E nunca fui.

Isto faz parta da TRISTEZA portuguesa.

Esta "Saudade" do que nunca se viu.

Quando fui a Paris tinha dezoito anos.
Foi a minha primeira viagem.

Sujeita a negociações demoradas.
Os meus Padrinhos.
Os meus Pais.

A menina (eu) era demasiado "preciosa".
Sabia Deus o que poderia acontecer.

Acabei por ir.
Foi a "prenda" de anos.
A de ter boas notas.
De a minha prima não se conformar.
E de, persistente como é, "moer" aquela gentinha toda.
Até dizerem: SIM.

Não pensem em luxos.
Aviões.
Hotéis.
Refeições em Restaurantes.
Espectáculos.

Essas coisas aconteceram DEPOIS na minha vida.

Ali não.

Pensem:
Amizade entre duas garotas.
Tão diferentes.
Tão iguais.

Uma longa viagem de carro.

Espanha toda.
Pirenéus.

O meu olhar virgem.

Nunca tinha saído do país.

Cá dentro sim.

Campismo.
Algarve.
Minho.
Alentejo.
A "minha" praia. Sempre.

Primeira grande descoberta:
As IGREJAS.
A alcançar o céu.

Paisagens.

Alentejos muito maiores que o meu.
Montanhas.
Verdes a perder de vista.

PARIS.
Noite e luzes.

A minha Paris não tem (ainda) a Pirâmide do LOUVRE.
O Centre George Pompidou é A novidade.
Não existe a Disney.

A minha Paris.
É feita de edifícios "descobertos" nas ruas.

Século XIX.
Arte Nova.

Louvre durante UMA semana inteirinha.
Que não gosto de deixar as coisas a meio.
E o que tinha MESMO de ver não era a "Mona Lisa".
Mas uma escultura minúscula do CANOVA.
Vi.

Trocadero.

Montmatre e Sacré -Coeur.

Risos e parvoíces.

Éclairs de chocolate.

Carinho de tios.

Piscina com primos.

Pére Lachaise para levar flores ao JIM MORRISON.

Quem me deu os "sous" para as comprar?
O Padrinho/tio.
Que nem sabia quem era o Jim Morrison.
Mas pouco lhe importava.
E já que era uma "missão" que EU tinha que cumprir.
Lá foi comigo e a filha.

Primas.
Gratas pela CURIOSIDADE.
Que não NOS/ME matou o gato.

E no Pére Lachaise estava um JUDEU.
Que me mostrou campas.
E como oferecia pedras em vez de flores.
E o braço com um número tatuado.
Para não esquecer.

Faubourg Saint-Honoré.

Avenue Montaigne.

A mulher mais bem vestida que vi até hoje.
Vestido branco com bolas pretas.
Cinto de verniz preto.
Escarpins pretos.
Chapéu e luvas.

Perfume.

Não me atrevi a entrar em nenhuma loja.
CHIÇA!
Que as empregadas eram TÃO ELEGANTES!
Estrelas de CINEMA.
De nariz empinado.
Ainda me "corriam" a pontapé.
Eu sem pedigree.

Só estar lá fora, a espreitar as montras, já era um privilégio.

"Desforrei-me" no Marché aux Pouces.
Antes da moda ser vintage.
Eram coisas só velhas.

O metro.
Os Punks.
As margens do Sena.
Pontes a pé.

Centre George Pompidou.
Uma sala CHEIA de Vieiras da Silva.

Lágrimas a queimarem-me os olhos.

Viagem de volta.
Sozinha.
Num autocarro.

As mulheres que me "tomaram sob a asa".
O motorista que me deixou "em casa".

Por isso tenho "resistido" a ir a Paris com as filhas e o marido.
Terei de ir um dia.
Já está prometido.

Disney.
DEUS MEU!
PORQUÊ?

Tortura.

Assusta-me tanto que a minha Paris já lá não esteja.

Que a tenha sonhado.

Foi mesmo verdade o JUDEU?

E a Senhora que parou na rua para me dizer " jolie fleurs"?

E os amigos no campo.

E o RECEBER.

Flores como "obrigada".

Entradas de melão com presunto.
Em pratos de folhas verdes.

Sobremesas de bolos.
De que nem sei o nome.

Chocolate quente.

Livros.
En Français.
O engraçado é que:
Eu já PENSAVA em francês.
SONHAVA em francês.

Bois de Bologne.

Jardin des Tuilleries.

Folhas de cores no princípio do Outono.

Será que ainda lá estão?

Compreendem?
Compreendem-ME?

Hoje Vesti:

Casaco e Saia LANIDOR;

Francamente:

Ficam-me um bocado mal.
A saia dança-me.
Não me apetece mandar apertar.

É INVERNO.
Na Primavera se verá.

Camisa ANA SOUSA;
Tem botões de punho.

Meias CALZADÓNIA;

Sapatos ZARA;

Mala MANGO;

Casaco de Agasalho LANIDOR;

Abracadabra:
Já não se vê a roupa.
EH! EH! EH!

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Segunda-feira 9 de Fevereiro de 2009






Adieu tristesse
Bonjour
tristesse

Tu es inscrite dans les lignes du plafond

Tu es inscrite dans les yeux que j'aime

Tu n'es pas tout à fait la misére
Car les lévres les plus pauvres te dénoncent
Par un sourire

Bonjour tristesse

Amour des corps aimables
Puisance de l'amour

Dont l'amabilité surgit

Comme un monstre sans corps

Tête désappointée

Tristesse beau visage.

Paul Eluard

Não toco piano.
Mas falo francês.
Com "sotaque" parisiense.
Segundo dizem.

Quem me ensinou não foi uma qualquer "Mademoiselle".

Antes a filha da porteira.

Porteira: Madrinha.
Filha: muito Querida Prima.

Ensinou-me nas brincadeiras de infância.
Quando o Verão ainda era MMUUIIITTOOO comprido.

Tardes intermináveis.

Debaixo das árvores.

Na praia.

Filha de conciérge.
Num belíssimo immeuble.
No XVI arrondissement.

Para quem sabe.

Para quem não sabe:
É o local onde todos os SONHOS são realidade.

Onde PARIS é PARIS (aqui é em francês se faz favor).

Tudo isto.
Pela TRISTEZA.

Reparem só como é OUTRA COISA estar (ser, nem sei bem) triste em francês.
Como soa de uma outra forma.

Porque é a nossa TRISTEZA diferente?

Por causa do mar.

" O teu sal são lágrimas de Portugal"?

Do Alentejo.

De Trás-os-Montes.

Daquele jeito.
Só nosso.

De:

Atirar a cabeça para trás.

Engalfinhar as mãos.

O xaile preto.

A voz a doer.

Os Espanhóis são tristes?

Se o são.
É uma tristeza cigana.
De gritos ao peito.
Pés a bater no chão.
Mulheres de vestidos às bolas.
E flores nos cabelos.

Os Ingleses?
Nã.

Nunca se viu.
Por isso se estranhou tanto quando morreu a Princesa Diana.

(Que, pronto, era boa mocita.
Mas tinha como maior habilidade:
Falar e andar ao mesmo tempo.

Tentem lá para ver se não é difícil!)

Os ingleses não têm estas tristezas.
Deve ser porque foram bombardeados na segunda guerra.
Se fossem tão tristes.
Não tinham aguentado.

A cup of tea?


Os alemães.
pffssssss
TODOS os pessimistas são alemães.
Racionais.

A TRISTEZA de que vos falo não se compadece com raciocínios.

No Brasil?
A tristeza é com açúcar!
Com Jobim.
E Vinicius.

Como a NOSSA.
Aquela dor d'alma.
(Aquela de Sexta-feira)

Só nós.
País de poetas.
Onde a dor se canta.

Sabem quem é parecido na nostalgia?
Os povos de leste.

Russos.
Ucranianos.

Eslavos.

Esses.

Não têm é a nossa "candura".

A nossa dor é excruciante, (gostaram? Adjectivos NÃO são o meu forte) mas "branda".
Não dá para matar ninguém.

Mortal. Sim.
Mas só para nós que a sentimos.

Os franceses?

Apenas um ligeiro ennui.
Chic.

E Aqui Têm.

MANIFESTO ANTI-TRISTEZA:

Agora sou francesa.
Française.


Hoje Vesti:
Sem chic parisiense.
Apenas com muito boa vontade.

Saia quadrados sem marca ( de uma lojinha de bairro).

Camisa branca sem marca.

Camisola vermelha LANIDOR;

Casaquinho couro CASA DAS PELES;

Gabardina preta LANIDOR;

Sabrinas pretas LANIDOR;

Mala MANGO;
P.S : OUVIRAM?

Vamos deixar a(s) Tristeza(s).

Vamos ser TODAS FRANCESAS.
OUI?

Vá. Então vá.
Podem ir-se embora.
Até amanhã.

Toca a cantar "A Marselhesa":
"Alons enfants de la patriiieee" e etc.
Q'isto ser francesa dá uma trabalheeeeiiiiirrrraaaa!!!