terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Terça-feira 10 de Fevereiro de 2009










Como pude esquecer-me dos ITALIANOS?
LULU.
COMO?

Porque em Itália a TRISTEZA rima é com beleza.

Só me lembro de Fellini.
De Giulitta Massima.

Beleza apenas.

Do "Cinema Paraíso".

Da luz.

Tenho medo de ir a Florença.
Que é a minha viagem "de sonho".

Tenho medo que não seja como imagino.

Se não for exactamente como penso.
A minha Fé fica perdida.

E se tiver muitos turistas?
E se a luz não for AQUELA?
E se a estátua de DAVID não for/tiver aquele branco macio?
E se?
E se?

E nunca fui.

Isto faz parta da TRISTEZA portuguesa.

Esta "Saudade" do que nunca se viu.

Quando fui a Paris tinha dezoito anos.
Foi a minha primeira viagem.

Sujeita a negociações demoradas.
Os meus Padrinhos.
Os meus Pais.

A menina (eu) era demasiado "preciosa".
Sabia Deus o que poderia acontecer.

Acabei por ir.
Foi a "prenda" de anos.
A de ter boas notas.
De a minha prima não se conformar.
E de, persistente como é, "moer" aquela gentinha toda.
Até dizerem: SIM.

Não pensem em luxos.
Aviões.
Hotéis.
Refeições em Restaurantes.
Espectáculos.

Essas coisas aconteceram DEPOIS na minha vida.

Ali não.

Pensem:
Amizade entre duas garotas.
Tão diferentes.
Tão iguais.

Uma longa viagem de carro.

Espanha toda.
Pirenéus.

O meu olhar virgem.

Nunca tinha saído do país.

Cá dentro sim.

Campismo.
Algarve.
Minho.
Alentejo.
A "minha" praia. Sempre.

Primeira grande descoberta:
As IGREJAS.
A alcançar o céu.

Paisagens.

Alentejos muito maiores que o meu.
Montanhas.
Verdes a perder de vista.

PARIS.
Noite e luzes.

A minha Paris não tem (ainda) a Pirâmide do LOUVRE.
O Centre George Pompidou é A novidade.
Não existe a Disney.

A minha Paris.
É feita de edifícios "descobertos" nas ruas.

Século XIX.
Arte Nova.

Louvre durante UMA semana inteirinha.
Que não gosto de deixar as coisas a meio.
E o que tinha MESMO de ver não era a "Mona Lisa".
Mas uma escultura minúscula do CANOVA.
Vi.

Trocadero.

Montmatre e Sacré -Coeur.

Risos e parvoíces.

Éclairs de chocolate.

Carinho de tios.

Piscina com primos.

Pére Lachaise para levar flores ao JIM MORRISON.

Quem me deu os "sous" para as comprar?
O Padrinho/tio.
Que nem sabia quem era o Jim Morrison.
Mas pouco lhe importava.
E já que era uma "missão" que EU tinha que cumprir.
Lá foi comigo e a filha.

Primas.
Gratas pela CURIOSIDADE.
Que não NOS/ME matou o gato.

E no Pére Lachaise estava um JUDEU.
Que me mostrou campas.
E como oferecia pedras em vez de flores.
E o braço com um número tatuado.
Para não esquecer.

Faubourg Saint-Honoré.

Avenue Montaigne.

A mulher mais bem vestida que vi até hoje.
Vestido branco com bolas pretas.
Cinto de verniz preto.
Escarpins pretos.
Chapéu e luvas.

Perfume.

Não me atrevi a entrar em nenhuma loja.
CHIÇA!
Que as empregadas eram TÃO ELEGANTES!
Estrelas de CINEMA.
De nariz empinado.
Ainda me "corriam" a pontapé.
Eu sem pedigree.

Só estar lá fora, a espreitar as montras, já era um privilégio.

"Desforrei-me" no Marché aux Pouces.
Antes da moda ser vintage.
Eram coisas só velhas.

O metro.
Os Punks.
As margens do Sena.
Pontes a pé.

Centre George Pompidou.
Uma sala CHEIA de Vieiras da Silva.

Lágrimas a queimarem-me os olhos.

Viagem de volta.
Sozinha.
Num autocarro.

As mulheres que me "tomaram sob a asa".
O motorista que me deixou "em casa".

Por isso tenho "resistido" a ir a Paris com as filhas e o marido.
Terei de ir um dia.
Já está prometido.

Disney.
DEUS MEU!
PORQUÊ?

Tortura.

Assusta-me tanto que a minha Paris já lá não esteja.

Que a tenha sonhado.

Foi mesmo verdade o JUDEU?

E a Senhora que parou na rua para me dizer " jolie fleurs"?

E os amigos no campo.

E o RECEBER.

Flores como "obrigada".

Entradas de melão com presunto.
Em pratos de folhas verdes.

Sobremesas de bolos.
De que nem sei o nome.

Chocolate quente.

Livros.
En Français.
O engraçado é que:
Eu já PENSAVA em francês.
SONHAVA em francês.

Bois de Bologne.

Jardin des Tuilleries.

Folhas de cores no princípio do Outono.

Será que ainda lá estão?

Compreendem?
Compreendem-ME?

Hoje Vesti:

Casaco e Saia LANIDOR;

Francamente:

Ficam-me um bocado mal.
A saia dança-me.
Não me apetece mandar apertar.

É INVERNO.
Na Primavera se verá.

Camisa ANA SOUSA;
Tem botões de punho.

Meias CALZADÓNIA;

Sapatos ZARA;

Mala MANGO;

Casaco de Agasalho LANIDOR;

Abracadabra:
Já não se vê a roupa.
EH! EH! EH!

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Segunda-feira 9 de Fevereiro de 2009






Adieu tristesse
Bonjour
tristesse

Tu es inscrite dans les lignes du plafond

Tu es inscrite dans les yeux que j'aime

Tu n'es pas tout à fait la misére
Car les lévres les plus pauvres te dénoncent
Par un sourire

Bonjour tristesse

Amour des corps aimables
Puisance de l'amour

Dont l'amabilité surgit

Comme un monstre sans corps

Tête désappointée

Tristesse beau visage.

Paul Eluard

Não toco piano.
Mas falo francês.
Com "sotaque" parisiense.
Segundo dizem.

Quem me ensinou não foi uma qualquer "Mademoiselle".

Antes a filha da porteira.

Porteira: Madrinha.
Filha: muito Querida Prima.

Ensinou-me nas brincadeiras de infância.
Quando o Verão ainda era MMUUIIITTOOO comprido.

Tardes intermináveis.

Debaixo das árvores.

Na praia.

Filha de conciérge.
Num belíssimo immeuble.
No XVI arrondissement.

Para quem sabe.

Para quem não sabe:
É o local onde todos os SONHOS são realidade.

Onde PARIS é PARIS (aqui é em francês se faz favor).

Tudo isto.
Pela TRISTEZA.

Reparem só como é OUTRA COISA estar (ser, nem sei bem) triste em francês.
Como soa de uma outra forma.

Porque é a nossa TRISTEZA diferente?

Por causa do mar.

" O teu sal são lágrimas de Portugal"?

Do Alentejo.

De Trás-os-Montes.

Daquele jeito.
Só nosso.

De:

Atirar a cabeça para trás.

Engalfinhar as mãos.

O xaile preto.

A voz a doer.

Os Espanhóis são tristes?

Se o são.
É uma tristeza cigana.
De gritos ao peito.
Pés a bater no chão.
Mulheres de vestidos às bolas.
E flores nos cabelos.

Os Ingleses?
Nã.

Nunca se viu.
Por isso se estranhou tanto quando morreu a Princesa Diana.

(Que, pronto, era boa mocita.
Mas tinha como maior habilidade:
Falar e andar ao mesmo tempo.

Tentem lá para ver se não é difícil!)

Os ingleses não têm estas tristezas.
Deve ser porque foram bombardeados na segunda guerra.
Se fossem tão tristes.
Não tinham aguentado.

A cup of tea?


Os alemães.
pffssssss
TODOS os pessimistas são alemães.
Racionais.

A TRISTEZA de que vos falo não se compadece com raciocínios.

No Brasil?
A tristeza é com açúcar!
Com Jobim.
E Vinicius.

Como a NOSSA.
Aquela dor d'alma.
(Aquela de Sexta-feira)

Só nós.
País de poetas.
Onde a dor se canta.

Sabem quem é parecido na nostalgia?
Os povos de leste.

Russos.
Ucranianos.

Eslavos.

Esses.

Não têm é a nossa "candura".

A nossa dor é excruciante, (gostaram? Adjectivos NÃO são o meu forte) mas "branda".
Não dá para matar ninguém.

Mortal. Sim.
Mas só para nós que a sentimos.

Os franceses?

Apenas um ligeiro ennui.
Chic.

E Aqui Têm.

MANIFESTO ANTI-TRISTEZA:

Agora sou francesa.
Française.


Hoje Vesti:
Sem chic parisiense.
Apenas com muito boa vontade.

Saia quadrados sem marca ( de uma lojinha de bairro).

Camisa branca sem marca.

Camisola vermelha LANIDOR;

Casaquinho couro CASA DAS PELES;

Gabardina preta LANIDOR;

Sabrinas pretas LANIDOR;

Mala MANGO;
P.S : OUVIRAM?

Vamos deixar a(s) Tristeza(s).

Vamos ser TODAS FRANCESAS.
OUI?

Vá. Então vá.
Podem ir-se embora.
Até amanhã.

Toca a cantar "A Marselhesa":
"Alons enfants de la patriiieee" e etc.
Q'isto ser francesa dá uma trabalheeeeiiiiirrrraaaa!!!

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Sexta-feira 6 de Fevereiro de 2009

Tenho uma superstição.
É a superstição tola dos optimistas.

Se a coisa está má. Não pode ficar pior.

Sendo uma superstição.
Tola.

É sempre.

Categoricamente desmentida.

Pela certeza.
Certeira.
Dos pessimistas.

Se a coisa está má. É mais que certo que ficará pior.

Estamos.

As lentes que me costumam colorir os dias não se têm visto.

Conheci as sombras.

Como se (des) faz?
Não sei.
Ninguém me ensinou.

Sempre achei que ser VERDADEIRA bastava.

Que a confiança se construía na cumplicidade.
Nos risos partilhados.
Nas músicas preferidas.
Nos filmes aos Domingos.
Nas conversas de "rapariga".

Assim não é.
Mistérios escondidos atrás de olhos que conheço bem.

Sempre ali estiveram.

Bem sei.

Nunca quis ver.

Na minha cegueira branda e branca.

Crescer.

"Vai dar tempo para aprender."

Cinderela.

Nos Contos:
Há sempre uma bruxa.
No conto a bruxa sou eu.

Não me sinto bruxa.

Sempre achei que era fada.
Talvez pela cor dos meus olhos.
Talvez pela limpidez do que sou.

What you see is what you get.

E é isso que não entendo.

De onde veio essa mágoa.
Esta mágoa.

O meu Amor é inteiro.
Sem falhas.
Nem fugas.
Sempre e para sempre.

A tristeza de tudo isto.

A singeleza de tudo isto.

Alguém cresce.
Não se escolhe.

Alguém envelhece.
Sem escolher.

A VIDA corre entre os teus e os meus dedos.
Em algum lugar do caminho nos encontraremos.

Tu com as tuas cicatrizes.
Eu com os meus arranhões.

Encontraremos paz.
Ficaremos em paz.

Tu e eu.

Eu e tu.

Ámen.
Que assim seja.

Hoje Não.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Quinta-feira 5 e Fevereiro de 2009








Tudo em tudo.
Foi um bom dia.

Há uns tempos procurou-me uma pessoa que desejava "falar-me em confidência".
Achei graça porque me falam sempre "em confidência".
Ao Padre.
Ao Médico.
Ao Advogado.

A "confidência" era uma confissão.

Existia um crime.

Pelo menos assim é tipificado pelo Código.

Num dos meus "repentes" decidi VER.

Hoje ficou resolvido.

De uma maneira verdadeiramente justa.
Equitativa.

Foi uma solução de DIREITO.
Também de bom-senso.

Para que acontecesse foi necessário:
Diálogo.
Entendimento.
Confiança.
Vontade.

Um Comandante de Posto (GNR).
Uma Procuradora.
Uma Advogada.
Um Arguido.
Uma Senhora Funcionária.
Uma Cidade pequena.

Um Comandante de Posto.

Soldado da GNR.
De botas desconfortáveis.
Farda fria.
Computador pré-histórico.
A impressora era dele próprio.
Olhos perfeitamente azuis.

Uma Procuradora.

Nova.
Nos três sentidos.
Uma menina.
Nova na Comarca.
Nova na profissão.
Olhos inteligentes.

Uma Advogada.

Velha.
Que só tem por si o seu passado.
Esta Procuradora não sabe quem sou.
Outros sabem.
Talvez (mais) experiente.
Talvez hábil.
Talvez "palavrosa".
Talvez convincente.
Olhos meus.

Um Arguido.

Arrependido.
Verdadeiramente.
Olhos descolorados.

Um crime "bagatelar".

Uma Senhora Funcionária.

Trabalha muitas horas.
Sem ser paga.
Já lhe fiz "companhia" num Sábado.
Tinha havido uma morte na rua.
Quando isso acontece o Procurador tem de ser chamado.
Há sempre um de "turno".
A Funcionária também tem de vir.

Nesse Sábado também eu de "turno".
Ficámos TODO o dia.
Comemos "barritas" e chocolates.
Bebemos café.
Nunca mais se resolvia a situação.
Não havia médico legista.

O remédio foi mesmo rir.
O Procurador.
Eu.
A Funcionária.
Cada um com as suas histórias.

Coisas que não se esquecem.
Também por isso.

Olhos.

Uma Cidade Pequena.

Porque todos nos "conhecemos".
Numa Cidade Grande talvez fosse difícil chegar a isto.
Possível era.
Está previsto na LEI.
Só é complicado porque "falha" e "falta" TUDO o resto.

Solução:

Suspensão do Inquérito (ainda não existe processo) por alguns meses.
Verifica-se, durante esse tempo, o arrependimento do arguido.
Também a sua "conformação" com o Direito.

O pagamento de uma quantia (a ser determinada pelo Juiz) a favor de uma instituição.
Porque:
Existiu crime.
Bagatelar, mas crime.

Evitou-se:

UM PROCESSO.
Com tudo o que isso acarreta.
Tempo.
Dinheiro.
Mais Tempo.
Mais dinheiro.
Para chegar ao MESMO final.

Os Tribunais estão "entupidos" com crimes desta natureza.
Bagatelas penais.

Que não deixam que as outras coisas "andem".
Têm "prioridade" em relação aos processos Cíveis, por exemplo.

Nesta Comarca não existem Tribunais especializados.
O que implica um trabalho enorme para os Juizes.

Três Juízos de competência geral.

A última vez que fiz um "levantamento" existiam 9.000 (nove mil) processos.
Média de 3.000 (três mil) por Juiz.

Impossível "correrem" TODOS com a celeridade que TODA a gente reclama.

Prioridade:
Arguidos presos.
Crianças.
Crime em geral.

Tudo o resto ESPERA.
E desespera.

Existiu um "castigo" para o crime.
Na medida justa.

Fiquei satisfeita.

Primeira LIÇÃO aprendida na faculdade:

O DIREITO NADA TEM A VER COM A JUSTIÇA.

Querido MESTRE:

(De vez em quando)

ESTÁ ENGANADO!

Hoje Vesti:

Saia a fazer de vestido STEFANEL;

É muito "antiga".
Do tempo em que se usavam saias compridas.
Sou pequena mas gosto muito de saias e vestidos compridos.
Por isso é que não a mandei cortar.
Tenho esperança de que ainda voltem a estar "de moda".

Casaco STEFANEL;

Camisola gola alta NAF-NAF;

Cinto MANGO;

Sapatos ZARA;

Mala GUESS;

P.S: Continuo a PROCURAR blogues.
Não tenho muito tempo para "pesquisar".
Indiquem-me alguns que conheçam e gostem.

OBRIGADA.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Quarta-feira 4 de Fevereiro de 2009









Conhecem o Fausto?
É um cantor português.
Talvez não o conheçam porque é de antes de terem nascido.
Não me lembro quando foi a última vez que "lançou" um disco.
Desconfio que ainda eram de vinil.

Fui "comuna" ("comuna" = comunista) quando era adolescente.
Conto-vos noutra altura.

"Comuna" é o que o marido me chama quando discutimos política.
Cada um no seu campo.

Não se assustem!

Nunca quis a independência da Galiza.
(Embora me tenha divertido muito quando lá fui e, em cada parede, se via escrito: "Galiza não é Espanha" "Galiza não é Portugal" "É PORTOGALIZA")

Nem a independência do País Basco.

Abomino a ETA.

Não acho que Israel seja SATÃ.

Nem acredito no "Socialismo".

Terei sido "comuna" pela IGUALDADE me ser uma ideia querida.

Também para aborrecer a minha mãe.
Histórias!!

Esta canção é desses tempos:

"Atrás dos tempos vêm tempos
eu pego na minha viola

e canto assim
esta vida a correr.
Eu sei que é pouco e não consola
nem "cozido à portuguesa" há sequer.
Quem canta sempre se levanta

calados é que podemos cair.(...)

Atrás dos tempos vêm tempos

e outros tempos hão-de vir."


Vem isto a propósito da forma como comecei esta semana.
Esperando o que me (nos) traria.

A que passou foi dolorosa.

Tive de fazer escolhas.
Que nem tinha o "direito" de fazer.

Desapontada.
Comigo.
Mas não só.

Esta não começou melhor.
Com mais ESPERANÇA.

Não melhor.

Todos os dias me aparecem pessoas (mais) desesperadas.
O emprego.
Existem muitas empresas em risco de insolvência no Concelho.

"Créditos" que nunca poderão ser cobrados.

A escola dos filhos.
A prestação da casa.
O carro.
A VIDA de toda a gente.
A prestações.

Estou a ficar sem a capacidade de ACALMAR.
Sem a habilidade de me ACALMAR.

Vejo a "economia" real a desaparecer.

O AMIGO/economista já me tinha "avisado":

"O primeiro trimestre vai ser terrível. Vais ver."

E está a ser.

Pelo mundo inteiro.
A Inglaterra em risco de "falir"?
A Irlanda?

A Espanha e o desemprego.

As Exportações a cair.

E as "trapalhadas" dos que nos governam.

Tudo isto me deixa cansada.
Sem acreditar nos "amanhãs que cantam".

COMO vamos fazer?
O QUE vamos fazer?

O Estado não vai conseguir dar resposta a todas as questões que vão surgir.

Manter os subsídios de desemprego.
Manter os subsídios de inserção social.
Manter os subsídios por doença.
Pagar aos funcionários públicos.

Não liguem.
Sou só eu a ser rabugenta.

Era para ser uma mensagem alegre.
De agradecimento.
Está a tornar-se esta coisa depressiva.

HOJE deram-me um "selo".

"Selo" pode ser um beijo.

Um murro.

"Selar" um acordo.

"Selar" um túmulo.

"Selar" uma amizade.

Quem mo enviou foi a LULU d' "O Admirável Mundo Novo da LULU".

Este "selo" chama-se "Prémio Dardos"

É destinado a:

"Reconhecer os valores que cada blogueiro mostra a cada dia, o seu empenho por transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais, etc.
Em suma, demonstram a sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre as suas letras, entre as suas palavras
".

O premiado deve seguir as seguintes instruções:

1. Exibir a imagem do selo no seu blogue

2. Linkar o blogue pelo qual recebeu a indicação

3. Escolher outros blogues a quem entregar o Selo Prémio Dardos

4. Avisar os escolhidos

Estou a tentar seguir as regras.
Já sabem que a "tecnologia" é complicada para mim.

Fiquei surpreendida.
Feliz.
Surpresa.

UAU.

Eu???

OBRIGADA LULU!
de GRANDES OLHOS AZUIS.

Atrás DO grande AMOR.

Numa Pátria que não é a sua Mátria.

Saudade.
Ao DIABO a palavra!

Que a SAUDADE seja só do (seu) FUTURO!

CONFIE.

Maridos são grandes companheiros.
Os Melhores amigos.

Que dizem o que de mais doce há.

Ontem.

Notícias na televisão.
"Quinta da Princesa" - dizia o Senhor.

"AMOR - grita o marido - TENS UMA QUINTA".

E mais não digo.

Beijos.

Falta-me indicar outros blogues.
Falta-me descobri-los.

Hoje Vesti:

Camisola EDC;

Jeans COLCCI;

Casaco de agasalho NAF-NAF;

Cinto MISS SIXTY;

Mala GUESS;

Botas pretas sem marca.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Terça-feira 3 de Fevereiro de 2009





Hoje fiz uma coisa que detesto.
Papelada.
Que estava errada.
E que não fui eu quem começou.

Fora da cidade.
Conduzir.
A chover.
Que este "penico" nunca mais pára!

Podem ver, pela roupa, que o dia não me corria bem.

Até que cheguei ao lugar onde ia.
Como sempre, esperei.

Uma mulher começou a conversar comigo.
Era uma Senhora de idade.
Bonita.
Olhos claros.
Vivos.
Cabelo arranjado.
Toda ela com um ar macio e bem cuidado.

Era viúva.
Tinha vendido "as casas" de Lisboa.
Regressado ao sítio onde tinha crescido.

Ela primeiro.
Eu a seguir.

De novo nos encontrámos.
Noutra fila.

Sorriu-me.
Retribuí.

De repente:

"OH! mas é o Senhor Professor Virgílio".
"Deu-me aulas no Liceu."
Sabe? lá em cima."

"Já deve ter mais de cem anos."

"Vou lá."
"Vou lá cumprimentá-lo"

Foi.

"É o Senhor Professor Virgílio não é?"

Um Senhor majestoso.
Calças vincadas.
Sapatos brilhantes.
Sobretudo azul.
Na justa medida do seus ombros.
Um cachecol, de quadrados, a espreitar.

"Noventa e cinco."

"Senhor Professor."

Nesta altura as mãos da mulher já LHE envolviam as mãos.

" Senhor Professor. Um dia estava a jogar "à macaca" e disse "fizestes".
O Senhor Professor emendou-me:
- Belmira, diz-se "fizeste".

Nunca me esqueci.
Ainda hoje quando alguém diz "fizestes" me "fere" o ouvido.

Senhor Professor."

Eu também tive um professor igual.
Quando me deu aulas já era assim.
Majestoso.
Com um sobretudo à medida do seu corpo seco.

Dizia-me:

Menina.
Menina.
Que me dá à Sintaxe "tratos de polé".

Eu.
Estarrecida.

Para que servia a Sintaxe?
O que lhe "dava" eu?

E se O visse na rua?

Iria ter com ele.
Agarrar-lhe-ia as mãos com as minhas.
Envolvidas.
Bem seguras.
Procurar-lhe-ia os olhos bondosos.

Senhor Professor.
Sou eu.
Aquela que tanto mal fazia à Sintaxe.
E o que é Sintaxe?
E o que é "Polé"?

Lembra-se?

Não ME esqueci.

Como poderia eu?

O que nos trazem os dias?

Queria escrever-vos sobre RITUAIS.

Dou por mim a contar-vos TERNURA.

Até amanhã.

Hoje Vesti:

Correu muito, muito mal.
Acreditem.
Todo o dia NEURA.
Já não havia tempo para trocar.
Nem nenhuma ideia "brilhante".

Saia (vintage? "conta" a partir de quantos anos? VINTE?) LANIDOR;

Camisa branca NAF-NAF;

Casaquinho MANGO;

Cinto MANGO;

Botas sem marca;

Mala MANGO;

Gabardina preta (Que "isto" - o tempo - está impossível! Já estou a ganhar "barbatanas" entre os dedos. E "cogumelos" nas costas. Dizem que é a "evolução".) LANIDOR;


P.S: OUVIRAM?

Vão fechar a "BOA-HORA"!

Não pode ser!
Não se faz.

A Justiça também É o LUGAR onde se pede.

É diferente quando se lê uma Sentença numa sala de Audiências.
Ou num gabinete de um Juiz.

É diferente quando se está num TRIBUNAL.
E quando é uma "repartição".

Não me lixem!

Um "Hotel de Charme".
Mas que país este!
Tudo se vende?
Tudo está em Saldo?
Dignidade?
Sentido de Estado?
Pois. POIS.
É mais "Freeport".

Como dizia um colega:
"Onde se guarda a MEMÓRIA?"

Acrescento:

Sem MEMÓRIA não HÁ futuro.
O FUTURO procura-se no PASSADO.

Só dá vontade de emigrar.
CHIÇA!

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Segunda-feira 2 de Fevereiro de 2009








Início de semana.
Começo de mês.
Vamos ver o que nos reserva?

É CARNAVAL.

Pelo menos aqui.
Na minha casa.
A filha mais velha arranjou um "grupo de costura".
A fantasia é de "alucinação".

Não sei o que é.

A pequena, mais clássica, vai de "gótica".

Perto da cidade onde vivemos existe uma praia onde a tradição do ENTRUDO é cumprida à risca.

Amigas do Brasil:
O vosso CARNAVAL (escrevo, ASSIM, muito grande) terá tido origem neste "entrudo".
O nosso CARNAVAL (ASSIM, pequenino) é uma cópia, tosca, do vosso.

Não gosto desse CARNAVAL.
É de mentira.
Já viram algum português a dançar samba?

Fujam!

Não sabemos. Não temos "ginga".

Tive uma funcionária brasileira.
Eu queria porque queria saber SAMBAR.
Consegui mexer os pés.
Agora o resto...

Ela dizia (mortinha de riso):
"Oiça a música. "Gingue" a anca.

Mas qual anca?
Onde é que isso fica?

É por isto que é penoso assistir aos nossos desfiles de Carnaval.

Rapariguinhas sem "pinga" de "anca" a gingar o que não sabem.
Destapadinhas, em pleno Inverno, sujeitas a apanhar uma gripe.
Ou pior.
Uma pneumonia.
Sem grande sal.
Nem SOL.

Do ENTRUDO, gosto muito!
Cá da "terra", como diria o Variações, tem "um certo encanto".

O ritual começa amanhã.
Com a ida ao S. Brás.

Toda a gente vai de manhã cedo.
Leva comida.
Bebida (muita).
Mantas e abrigos.
Sobe ao "S. Brás" e ali fica.

Come-se.
De fogueiras acesas.
Bebe-se.
Conversa-se.
Canta-se.
Dança-se.
Algumas pessoas (ainda) levam os seus animais.

É um ritual pagão.
Comemora-se o fim do Inverno.
Espera-se o começo da Primavera.

Por isso se acendem fogueiras.
Se bebe muito.
Se faz barulho.
Se leva os animais.

O S. Brás (monte de S. Brás) tem a forma de um falo.
Tem também uma ermida bem lá no cimo.
Seria um local de culto ancestral, que, com o advento do catolicismo, foi "convertido".

As pessoas não se mascaram.
"Ensaiam-se".

Transformam-se.
Trocam-se.
Mulheres em homens.
Homens em mulheres.

Há "Bandas Infernais" que não deixam ninguém dormir.

O barulho é importante.
Serve para "afugentar" os espíritos do Inverno.

E quando, (finalmente!) se forem.

É porque a mãe Terra ficou aplacada.

E será a Ressurreição.

Até Lá:

Chapéus de chuva.

"Bom modo".

E assim, VAMOS.

Hoje vesti:

Casaco LANIDOR;

Saia LANIDOR;

Camisola gola alta LANIDOR;

Sapatos ZARA;

Mala MANGO;

Esta roupa é uma "salva-vidas".
Quando é Segunda-feira, a manhã é muito, muito má.
Já não há tempo.
E tem de ser.
Visto-a.

Gosto, sobretudo, do casaco.

Tem costuras "desfiladas".
Botões com "flores".
Nervuras.
Tachas e bordados.

A saia comprei depois.

Os dois juntos dão-me uma "linha" muito Mary Poppins.
A que acho graça.
Embora concorde que seja um bocadito "pesado".